quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Eros que me aguarde, já aprendi tudo com Psiquê e Afrodite!

Leram a postagem de ontem?? Não?? Então dê uma olhadinha lá embaixo, eu espero... e espero mais um pouco... e mais um pouco... Pronto? Continuemos então. Primordialmente devo dizer que minha autocrítica já sinalizou que a metáfora não foi tão bem desenvolvida assim, mas meus leitores são inteligentes e compreenderam o que eu não soube expressar.

Fato é que fiquei impressionada, meu pedido foi atendido... eu agora tenho a resposta sobre o final da desfolhagem do mal-me-quer... E a resposta veio através do meu e-mail nas primeiras horas do dia. Alguns dirão que é coincidência, outros que é providência. De qualquer forma, eu entendi a metáfora que a vida fez para me responder... impossível é aquilo que não se deseja, é aquilo que não se busca alcançar. Agora vejam o texto que chegou para o meu e-mail e tirem suas conclusões: coincidência ou providência?? Sem querer induzir nada... quem me mandou o e-mail não lê o blog, e temos uma relação quase 100%  profissional...

A Realização De Objetivos Na ótica Da Mitologia Grega: A Lenda De Psiquê.

Os Mitos Gregos contém uma sabedoria poucas vezes alcançada. Sua lendas facilitam a compreensão da alma humana e nos dão grandes lições de vida. A Lenda de Psiquê, por exemplo, mostra-nos o que é preciso para que uma pessoa seja bem sucedida na realização de seus sonhos .Você verá que pouco mudou, pois as necessidades a as habilidades humanas continuam as mesmas. Vamos à Lenda:

Era uma vez uma moça chamada Psiquê. Apesar de ser uma reles mortal, Psiquê apaixona-se pelo Deus do Desejo, Eros. Sabendo que tinha poucas chances de casar-se com ele, Psiquê pede conselhos a Afrodite, a Deusa da Sedução. Para que Psiquê estivesse apta a receber o amor de Eros, Afrodite lhe dá quatro tarefas, cada uma representando uma conquista, uma nova habilidade a ser desenvolvida.

Primeira Habilidade: Discernimento. A primeira tarefa de Psiquê foi separar sementes. Afrodite leva Psiquê a uma sala onde há uma enorme pilha de grãos, todos misturados. Psiquê deve separar o todo em pequenos montes de grãos de feijão, ervilhas, milho, cevada, etc. Psiquê não acredita em sua capacidade de separar os grãos, até que surge um pequeno grupo de formigas que se encarrega da tarefa.  Da mesma forma, precisamos aprender a separar e classificar nossos sentimentos. Por exemplo, diante de incertezas, precisamos distinguir quais são legitimas e quais são fruto de nossa insegurança. Diante de muitas tarefas, precisamos distinguir quais são as prioritárias. Diante de uma reclamação, precisamos distinguir o que é pertinente do que não é. Para classificar sentimentos precisamos analisa-los e não nos deixar levar por eles. Esta é a primeira habilidade que Psiquê desenvolve.

Segunda Habilidade: Criatividade. A segunda tarefa é obter flocos de lã dourados. Desta vez, Afrodite leva Psiquê a um campo onde pastam carneiros selvagens. Esses carneiros são animais extremamente perigosos, mas cada um deles é dotado de algumas mechas de lã dourada. Psiquê sabe que pode ser morta se chegar perto deles e mais uma vez não acredita que conseguirá realizar sua tarefa. Quando deixa de se desesperar, Psiquê observa os carneiros de longe e percebe que eles costumam se coçar esfregando-se nas árvores. Psiquê então espera o anoitecer e quando os carneiros se afastam, ela calmamente colhe os fios dourados que ficam nas árvores.Assim, Psiquê aprende a examinar situações e a perceber oportunidades mesmo naquilo que aparenta ser difícil. Psiquê percebe que a melhor saída nem sempre é o confronto, ou o que parece óbvio. Com criatividade, novas alternativas se tornam visíveis.

Terceira Habilidade: Visão Sistêmica. Para a terceira tarefa, Afrodite entrega a Psiquê uma jarra de cristal que deve ser cheia com a água que cai de uma cascata. Para chegar perto da água, Psiquê precisa pisar no musgo, portanto ela pode facilmente escorregar, cair e quebrar a jarra. Assim, a tarefa de encher a jarra também parece impossível. Mas eis que uma águia vem em sua ajuda. Ao observar o vôo da águia, Psiquê depara com o topo da cascata, onde não há musgos e é, portanto seguro para encher a jarra. A águia simboliza a habilidade de ver a paisagem de uma perspectiva distante para poder escolher o ponto mais adequado para a ação. Assim como a águia vê o todo, mas vê também onde está o animal que poderá bicar, temos que ver o todo de uma situação, mas também as oportunidades.

Quarta Habilidade: Foco. A quarta e última tarefa de Psiquê é descer até o mundo subterrâneo para entregar uma caixa a uma Deusa. Além do medo do mundo subterrâneo, Psiquê sabe que no caminho encontrará diversas pessoas que lhe pedirão ajuda, tentarão dissuadi-la de realizar a tarefa ou simplesmente dificultarão seu trabalho. O grande desafio de Psiquê é estabelecer um objetivo e manter-se fiel a ele. Algumas vezes Psiquê diz não às pessoas que a interpelam, outras vezes Psiquê as atende, mas nunca deixa de priorizar suas metas. Assim, ela chega ao mundo subterrâneo, entrega a caixa à Deusa e cumpre, portanto sua última tarefa.

Através da realização das quatro tarefas, Psiquê desenvolve capacidades e forças. Ela agora está preparada para realizar seu sonho, que é casar-se com Eros. O mais importante é que Psiquê continua sendo uma mortal, mas já que ela possui discernimento, criatividade, visão sistêmica e foco, sabe que está capacitada a realizar seus sonhos .

Fonte Porta Idéias .

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Não consegui pensar em um título...

Identificador de chamadas é um dos grandes inventos da humanidade. Temos a liberdade para adiar ou evitar algumas conversas desagradáveis, a oportunidade de atender de maneira mais carinhosa ou festiva, e os cinco segundos antes de atender para pensar em uma desculpa ou justificativa, se for o caso. E o melhor, é que as pessoas não precisam saber que você tem o identificador de chamadas. Com os aparelhos de telefonia móvel é 99% de certeza de que haja, mas no telefone fixo não - porque algumas operadoras cobram pelo serviço e nem todo mundo está disposto a pagar. Você revela o segredo se quiser...

Porém, o mais legal do identificador de chamadas é a sensação de prever o futuro... Se é seu chefe que está te ligando em um domingo, você já se prepara para um "chegue mais cedo amanhã". Se o número é da escola do filho, o coração quase sai pela boca imaginando que o anjinho se machucou no recreio. Se é o número do consultório do dentista, você só tem duas opções: confirmar ou desmarcar a consulta. Por outro lado, se é sua mãe ligando as possibilidades são infinitas... vão desde um "compre açúcar quando vier para casa" até um "manchei a roupa que você mais gosta na máquina de lavar"... Se é sua sogra ligando depois de uma pequena discussão que você teve com o filhinho dela... ah, você nem atende!!!

Seria bom que essa previsão de futuro pudesse ser aplicada a outras coisas... Já imaginaram??? Na hora de comprar uma meia calça aparece na embalagem "não compre, vai desfiar no primeiro uso". Ou no xampu, "compre, seus cabelos vão ficar macios e brilhantes" (certo, isso já tem na embalagem de qualquer xampu, eu sei, mas deixem este exemplo mesmo).

É, realmente seria bom... mas neste momento a única previsão de futuro que eu queria era saber se no final da desfolhagem vai dar bem-me-quer ou mal-me-quer... 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Fã de carteirinha, hoje eu só tenho a dizer: que orgulho eu sinto de você, Rogério!!!!!!!!!!!!!

Sete de setembro de 2010. Data especial, ou melhor, muito especial, especialíssima! Não estou falando dos 188 anos da Independência (?) do Brasil... estou falando de um período de tempo menor, porém grandioso... os 20 anos de Rogério Ceni no São Paulo!!!! Encontrei uma reportagem bem legal sobre o assunto, e fiquei me perguntando se eu conseguiria escrever assim... não que ache que não tenho competência, mas porque sinto que talvez as palavras ficassem, de certa forma, engasgadas nos meus dedos, sem conseguir se materializar no editor de texto. Certa vez li um livro maravilhoso escrito por uma repórter de televisão (diga-se de passagem , se eu tinha alguma dúvida sobre ser jornalista, terminou quando eu li esse livro), em que ela contava que simplesmente "travou" a primeira vez que se viu diante do seu maior ídolo, o "rei" Roberto Carlos. Creio que eu só teria essa reação diante de Samuel Rosa, Zico e Rogério Ceni...

É muito difícil para mim falar de Rogério... alguém que aprendi a admirar, respeitar, gostar, torcer, me orgulhar. E muito, muito, muito, muito. Admito, sem vergonha nenhuma, que eu comemorava as lesões de Zetti ou quando ele era convocado para servir à seleção brasileira, somente para ver Rogério vestindo a camisa 1 do São Paulo. Quando Zetti deixou o Morumbi então... que felicidade!!! Nada contra Zetti, apenas a favor de Rogério. Acho que o que eu mais gostava (e gosto ainda) nele é que ele verdadeiramente ama o São Paulo, ele sente orgulho de vestir a camisa que ajudou a reerguer.

Rogério é um dos poucos jogadores de futebol no Brasil que tem o respeito e o carinho dos adversários. Não gosto de encarar a realidade e ter que admitir que um dia só poderemos ver Rogério em ação revirando os arquivos das emissoras de televisão, mas até lá, com certeza ele ainda me trará muitas alegrias. Rogério Ceni é alguém que ama ao São Paulo tanto quanto eu amo. Numa época em que o amor ao dinheiro é maior que o amor à camisa, e até ao próprio futebol, o São Paulo agradece, o Brasil agradece, o  esporte agradece por este exemplo de profissionalismo e dedicação. Que venham mais 20 anos!!!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Adaptações

Adaptação é algo que, de uma forma geral, não tem meio termo. Ou você tem muita facilidade ou muita dificuldade. A necessidade de adaptação surge de uma mudança (de hábitos, de atitudes, de culturas, de paradigmas...) que pode ser planejada e intencional, mas também pode ser uma consequência de um ato ou fato.

Quando a mudança é para melhor, a adaptação deixa de ser um fardo para os que tem muita dificuldade e é um deleite para os que tem muita facilidade. E parece que a vida resolveu me testar de todas as formas este ano. Foram tantas mudanças e tantas adaptações, que só tenho a agradecer por fazer parte do grupo dos que tem muita facilidade, caso contrário, eu não teria suportado. Não tem um aspecto sequer da minha vida que esteja exatamente igual a como se encontrava no ano passado...

Mais uma adaptação para mim: ontem comecei uma dieta "desintoxicante" que vai durar trinta dias (com orientação profissional). À noitinha, meu organismo demonstrou sinais estranhos, como se estivesse acusando a abstinência de latícinios, glúten e açúcar.  Vinte e quatro horas depois, meu organismo já entendeu que tenho um novo cardápio...

Agora eu queria ter que me adaptar a ser uma feliz ganhadora da megasena acumulada... que dificuldade....

domingo, 5 de setembro de 2010

Biscoito Esfarelado

Chegou a hora de anunciar a estreia de Biscoito Esfarelado. Os mais curiosos já devem ter percebido o blog (ainda vazio) no meu perfil. Biscoito Esfarelado é uma obra de ficção e qualquer semelhança com fatos e pessoas terá sido mera coincidência.

A ideia surgiu em uma conversa com a minha amiga, que se entitula Biscoito Fino, sobre a diferença no custo de vida entre as capitais. Conversávamos sobre a remuneração de um cargo público, que seria suficiente para viver confortavelmente em uma capital como Salvador, mas não em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Proibí todos os limites à minha imaginação, e comecei a fantasiar como seria um "Biscoito Fino" tendo que morar em uma favela, para conseguir manter as suas "frescurites femininas". Achei que isso daria uma postagem bem divertida, mas ela sugeriu que eu criasse um novo blog somente para isso, porque eu poderia manter uma espécie de "novelinha".  E assim, nasceu Biscoito Esfarelado... porque mesmo esfarelado, não deixa de ser biscoito. Depois de muito protelar, dia dezenove próximo vai ser a postagem inaugural. A princípio, será uma postagem por semana, como capítulos, aos domingos.  Dêem uma passadinha por lá...

E para encerrar hoje, um clipe que eu gosto de uma música que eu gosto, de uma banda que estou começando a gostar... O que tem a ver com a postagem???? Tudo!! Afinal, Biscoito estará longe na minah "novelinha"...



sábado, 4 de setembro de 2010

"As pombas quando 'avoam', por incrível que pareça..."

Imagine você passando o verão na França, precisamente no vilarejo de Saint Pandelon. Se for a primeira viagem ao exterior então, está prestes a explodir de tanta felicidade!!!! Resolve dar um passeio pelos arredores e de repente... chuva! Já um pouco decepcionado, percebe que aquela não é uma chuva comum, é uma chuva com gotas marrons e com cheiro fétido... não.... marronzinho e mau cheiroso... será isso mesmo??? É sim!!! Está chovendo fezes na França!!! Automaticamente você pensou naquela linda salada crua que comeu no almoço... legumes fresquinhos, plantados no quintal... quintal ao ar livre, evidentemente, com os legumes recebendo o calor do sol, o sereno e a água da chuva... Água???? Marrom e fétida???? Terá sido este "tempero" que fez o sabor ficar tão agradável??? Chega!!!! Você pensa logo em embarcar no primeiro avião de volta ... eu hein, que lugar esquisito essa tal de França! País bom é o Brasil, pelo menos lá as verduras só tem agrotóxicos... bem, pelo menos enquanto ainda estão na zona rural... as condições de higiene do transporte e do armazenamento até chegar na sua salada não estão em consideração...

O grande mistério agora é saber a origem da chuva de fezes. Primeiramente se pensou em vazamentos dos banheiros dos aviões, mas a tendência agora é acusar alguns pássaros, já que pesquisas localizaram bactérias animais na "chuva". Vejam a reportagem...  

Um trecho desta música dos Mamonas Assassinas é a forma mais divertida de ilustrar e encerrar essa postagem.... "já tem pomba com mira laser, o tiro sai sempre fatal..."

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Eu quero ter um milhão de amigos????

Tem quem diga que eu conheço muita gente, mas eu não acho. Vivemos em uma sociedade que avalia a sua popularidade pelo número de "amigos" no orkut ou de seguidores no Twitter, e sendo assim, minha popularidade é bem baixa... O marido de uma amiga minha parece que leva à sério a história daquela música e tem um milhão de amigos... É impressionante, ele conhece metade da cidade e a outra metade conhece ele!!!

Tenho coisas muito mais importantes para me preocupar do que com estes números de "aferição de popularidade", mas de repente me peguei pensando sobre isto, devido a um fato corriqueiro e sem muita importância...Estava ouvindo nos noticiários televisivos que foi divulgada mais uma pesquisa de sondagem de opinião sobre as intenções de voto, e me dei conta que eu não conheço ninguém que já tenha sido entrevistado alguma vez por um destes Institutos de Pesquisa. Também não conheço ninguém que conheça alguém que já tenha sido entrevistado...

Não conheço ninguém que tenha sido premiado na loteria, megasena ou qualquer coisa do tipo. Ninguém que tenha sido premiado no Baú de Sílvio Santos, na Telesena de Sílvio Santos, participado do Lata Velha de Luciano Huck ou do Video Game de Angélica... Ninguém que tenha visto um OVNI ou um extraterrestre. Ninguém que já tenha pisado o solo lunar, que já tenha estado em uma estação espacial, que já tenha vestido uma roupa de astronauta... Ninguém que tenha escalado o Everest, ninguém que tenha ido à Antártida, que tenha visto o curupira....

Diante disso, eu só posso chegar a uma conclusão: eu não conheço ninguém!!!!!!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Teste

Estou com um pouco de pressa, cansaço e preguiça hoje. Entretanto, encontrei uma coisa interessante para postar aqui, e que pode ser de grande utilidade.

Qualquer tipo de vício é prejudicial. No mundo moderno, a internet pode ser mais um. Encontrei esse teste (por ironia, na internet) e achei bem interessante. Acredito realmente que possa acontecer de uma pessoa abrir mão do mundo real pelo mundo virtual, mas, felizmente o resultado do teste para mim foi "normal", ou seja, eu utilizo a internet de maneira saudável.


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Minha imaginação foi longe....

As metáforas agora dominam o meu pensamento em tempo integral? Ou minha imaginação está rompendo todos os limites? Eu explico. Saindo do trabalho, após o pôr so sol, a cidade iluminada pelas luzes artificiais. Trânsito da famosa "hora do rush", ninguém quer esperar... uma fechada daqui, outra dali, você redobra a atenção e a paciência. Até aqui, nenhuma novidade. E certamente vocês ainda não entenderam nada... Continuemos...

Em meio a este mar de buzinas (opa! será essa a metáfora??? não...) estou eu. Em meu caminho surgem ruas iluminadas apenas pelos faróis dos carros... sim, era uma rua de Salvador mesmo, eu não estava em nenhum lugar onde a energia elétrica ainda não chegou para eleger o próximo governador da Bahia. As interrupções no fornecimento acontecem, não é mesmo? Triplico a atenção ao me aproximar de um cruzamento, observo as condições de segurança e sigo adiante. Vocês devem estar curiosos (ou será que estão me xingando), afinal até agora eu não expliquei a metáfora... Mas o post ainda não acabou!!!

O seguir adiante no cruzamento era realizar uma conversão à direita e logo que o fiz me deparo com uma viatura da polícia, que estava com as luzes ligadas e andando devagar... não deu outra, a metáfora estava ali prontinha.... não perceberam???? Uma fila de carros tendo a sua velocidade limitada por um veículo que vai à frente com luzes ligadas... SAFETY CAR!!!! Só conseguia pensar nisso... e ri comigo mesma já imaginando escrevendo sobre isso por aqui. Ao final da rua, a viatura da polícia encostou à direita e nos deu passagem... praticamente recolhida aos boxes...

Em tempo, para quem não sabe o que é safety car (expressão inglesa que significa carro de segurança) é um veículo que possui luzes como as da polícia e tem por finalidade limitar a velocidade dos veículos de corrida em caso de algum acidente que coloque em risco as condições de segurança. Quando entra o safety car na pista, os veículos se alinham atrás dele, na ordem de classificação da corrida,  sendo proibida a ultrapassagem enquanto o veículo de segurança não for recolhido aos boxes e autorizada assim, a relargada.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A pedra

No meio do caminho havia uma pedra. Drummond fez dela um poema. Se fosse Carlinhos Brown que passasse por ali, a pedra teria inspirado uma canção. Algum distraído que por ali passasse, tropeçaria nela. Algum trabalhador poderia fazer dela um assento, para descansar um pouco do dia tão puxado. Alguém com espirito empreendedor usaria a pedra para construir alguma coisa enquanto outro alguém a usaria para destruir algo... o que poderia ser inclusive uma vida.

Alguns contornariam a pedra, outros tirariam ela do meio do caminho para evitar que o próximo se machucasse. Crianças brincariam com a pedra, escultores a transformariam em arte. Alguém escreveria "eu estive aqui" na pedra, enquanto outra pessoa a usaria para amolar uma tesoura...

São muitas as possibilidades, mas a conclusão será sempre única: a pedra será sempre a mesma, nós é que faremos a diferença.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Cuidado, frágil

Sabe aqueles dias em que você sente vontade de comer uma coisa específica, como se fosse um desejo de gravidez??? Pois hoje senti vontade de comer pão com ovo... huuuummm.... Saindo do trabalho, parei na padaria e comprei pão e ovos. Com o maior cuidado do mundo, carregando meu pacotinho como se fosse um recém-nascido, cheguei ao meu lindo automóvel.

Era a primeira vez que eu transportaria ovos estando no banco do motorista. Analisando as possibilidades, resolvi que o melhor lugar para acondicionar o embrulho era meu colo. Alguns metros depois, me orgulhei da minha decisão, pois precisei reduzir bruscamente a marcha em decorrência de uma motorista que nunca deve ter ouvido falar em retrovisores e saiu de uma rua transversal como se o seu carro fosse o único a transitar na cidade. O pacote do pão, que estava no banco do carona, caiu no assoalho do carro, se os ovos estivessem junto...




Antes de prosseguir, me permitam um comentário sobre a minha reação com a atitude da motorista. Em Salvador, a reação normal de noventa por cento dos condutores seria enfiar a mão na buzina e proferir palavras meigas e angelicais para a senhora. As pessoas por aqui usam buzina demais e setas de sinalização de menos. A minha reação foi única e exclusivamente seguir adiante, tomando o cuidado de me afastar da condutora distraída e sentindo orgulho de mim mesma por ter conseguido evitar um acidente. 

Mas, voltemos aos ovos. Chegaram em casa sãos e salvos e eu já tinha mais um motivo para me orgulhar. Estacionei, atenta para não deixar luzes ou som ligado, puxar o freio de mão... pronto, tudo certo. Agora só faltava sair do carro. Abri a porta e saí, como todos os dias... e esqueci que o pacotinho com os ovos estava no meu colo... não teve jeito:




Não sobrou nenhum para contar a história e o pão teve que se contentar com manteiga...  

domingo, 29 de agosto de 2010

E a Fonte será mesmo nova...

Os sons mais uma vez indicavam uma movimentação atípica na manhã deste domingo... a princípio os helicópteros começaram a fazer parte do meu sonho mas o som era tão real que acabei despertando.  Todo mundo é jornalista quando acorda, e tem que responder às perguntas que compõem um bom "lead": o quê (quem), como, quando, onde e porquê... quando encontramos estas respostas, acordamos de verdade. Na manhã de hoje, minhas respostas eram: helicópteros, muito próximos, domingo, manhã de sol... só faltava descobrir a peça final do quebra-cabeças.

Interrompi momentaneamente meu "lead" porque um barulho bem familiar conseguiu superar o ruído ensurdecedor dos helicópteros: meu estômago estava indócil!!! Olhei para o relógio: eram dez horas e um minuto. Dois minutos haviam se passado desde que acordei, e ainda não sabia a razão da movimentação atípica. Meu estômago não me deixou pensar em mais nada... enquanto eu findava o jejum, liguei a televisão para ver o final da corrida. Precisamente vinte e seis minutos depois que olhei para o relógio, as janelas da minha casa começaram a tremer. Mas a esta altura eu já tinha montado o quebra-cabeça. Depois de satisfeito, meu estômago permitiu que a minha memória entrasse em ação e me lembrasse que hoje seria o dia da demolição do estádio Otávio Mangabeira, ou Fonte Nova se preferir.

Bastaram alguns segundos para ir ao chão muitos anos de história. Palco de tantos espetáculos esportivos, a Fonte Nova também abrigou apresentações musicais. O fênomeno Menudo, a estrela Ivete Sangalo e a Rainha Xuxa uniram torcedores de Bahia e Vitória. Eu, que nunca fui ver uma partida de futebol em estádio, estreei na Fonte Nova no show de Xuxa. Só estive lá duas vezes. Na segunda, eu estive nos "bastidores" com a turma da escola. Fomos fazer uma aula de educação física lá porque a quadra do colégio estava em reformas. Quando a professora nos liberou, eu resolvi fazer uma expedição de exploração ao local. De repente, me vejo no gramado da Fonte Nova!!!!! No auge dos meus dez anos de idade, era a maior emoção da minha vida até então. Fiquei sonhando acordada, imaginando a arquibancada lotada e eu ali mesmo no campo fazendo uma reportagem sobre uma final de campeonato.

E hoje, tudo isso virou poeira. Mas recordações não podem ser implodidas com dinamite... tenho certeza de que cada morador desta cidade tem uma lembrança do templo sagrado do futebol na Bahia... se até eu que nunca vi um jogo lá tenho... E uma nova arena será construída, quem sabe meu primeiro jogo em estádio não será de Copa do Mundo???

sábado, 28 de agosto de 2010

Sons e silêncio

Parecia mais um sábado normal. O dia amanhecendo, as ruas ganhando alguns pés apressados, outros nem tanto. Dia de trabalho para uns, de aulas para outros, de compras para mais alguns, de lazer para mais outros...

Ou dia de ficar em casa fazendo alguma coisa! No conforto do nosso lar, somos capazes de construir histórias na nossa imaginação apenas ouvindo os ruídos externos. Um pássaro que canta, um cachorro que late, um gato que mia, uma freada brusca, uma buzina, um choro de criança, um ônibus que passa, um jingle de candidato a deputado...

O dia vai passando e de repente o silêncio impera. O que terá acontecido? Agora é a ausência de sons que faz a nossa imaginação ganhar asas... e vamos pensando em várias possibilidades, algumas até parecem cenas de roteiro dos grandes filmes de ficção de Hollywood... Mas os sons retornam e nos trazem a óbvia resposta... era o ritual. O ritual sagrado capaz de hipnotizar pessoas, de transformá-las em alguns instantes em outras, irreconhecíveis durante noventa minutos! Eu disse sons??? Deveria ter dito barulhos, gritos, ruídos ensurdecedores capazes de provocar sobressaltos... "Bora Baêa!!!!!!" respondeu ao questionamento... estavam todos em casa torcendo diante da televisão.

Xi... passei da meia-noite de novo!!

Opa!!! Novamente a dúvida sobre a quebra de promessa... e novamente o mesmo argumento de que para mim a noite ainda não acabou. Aliás, preciso rever se a promessa era postagem diária ou trezentos e sessenta e cinco postagens... alguém lembra???

Estou chegando de um "happy-hour"... E vocês que não são de Salvador devem estar se perguntando "happy-hour não é aquela saída rápida depois do expediente"???? Deveria ser, concordo. Mas é que em Salvador as coisas são diferentes... estamos sempre prontos para uma comemoração, uma festa. Nosso happy-hour vai até as duas da manhã... esta é a nossa versão de saída rápida. 

Por aqui, uma coisa que acontece pela segunda vez já é tradicional e se tiver a terceira ... tradição secular!!! As despedidas, seja qual for a razão, acontecem mais de uma vez. É como se a gente estivesse ensaiando até chegar a definitiva... Qualquer lugar é um palco, qualquer música um convite para um espetáculo. Esta terra respira, transpira e inspira música a todo instante. Os ritmos "populares" são o chamado axé music, pagode e arrocha, mas em festa não popular o  pessoal só se anima mesmo quando tem alguém cantando "aê, aê, aê aô, tira o pé do chão". É incrível, até mesmo apresentação de orquestra sinfônica tem que acabar nestes ritmos... para quem diz que gosta e para quem diz que não gosta - mas conhece todas as letras....

Fazemos festa o ano inteiro sim. Não seria Salvador se fosse diferente e é este clima que nos faz ser o que somos. Não deixamos de trabalhar, apenas buscamos lazer para ter qualidade de vida. De que adianta ganhar muito dinheiro se não temos tempo para usufruir o que ele pode pagar? Diversão sim, porque a vida é muito mais leve e bem vivida quando se tem alegria.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Falando de mim

"Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou"... calma... a vinheta de fim de ano da TV Globo ainda não está no ar. O ano está passando depressa, mas dezembro ainda não chegou. Depois de três meses de lagarta, a borboleta (res)surge... azul como sempre.

Foram três meses de aprendizado intenso, e o maior deles é que a qualidade de vida não tem preço. E como não poderiam faltar as metáforas, eu me senti nos últimos tempos como um celular... a bateria estava descarregando e eu poderia deixar de funcionar a qualquer momento. Ao contrário do celular, neste caso não é recomendável que se espere descarregar de vez para que a nova carga seja aproveitada ao máximo. O amor por mim mesma falou mais alto...a vida é feita de escolhas, e eu escolhi recomeçar, voltar três meses no tempo e continuar de onde parei. Uma semana depois, já estou com carga máxima. A cada minuto cresce mais a certeza de que a decisão foi a mais sensata. Quem dera a gente sempre tivesse a chance de corrigir nossos erros. Nem sempre a vida nos dá uma segunda oportunidade, mas temos que estar sempre alertas para o caso de isso acontecer.

Agora o projeto verão volta com força total. Estabelecendo prazos e metas, já que dedicação, disciplina e coragem não me faltam. Sigamos em frente, a caminhada é longa.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sem assunto

Tentando não falar de política e eleições... este blog está ficando temático! Mas como é difícil fugir deste assunto... Até porque eu realmente gosto de eleições, e do Horário Eleitoral Gratuito. E para completar, nenhuma novidade, nada interessante... quer dizer, a única novidade é que eu ainda me sinto Odorico Paraguaçu em um aspecto. Mas sobre isso eu não posso, não devo e não quero falar.

Penso, penso, penso, mas as idéias não surgem. Que saudade da época de escola agora... quando o professor me dava o tema da redação e a minha única preocupação era o limite de linhas... Agora escassez total de assunto... será que vai acontecer alguma coisa que possa ser tema até o final do dia?? Deixo a postagem para mais tarde??? Não, estou com um pouco de pressa...

Então, vamos pensar... O que eu poderia usar como tema de postagem? O fato de que eu apertei o dedo da mão na porta e que isso me deixou com uma certa dificuldade para dirigir? Não, não renderia um texto legal. Ou que eu me dei um prazo para vencer a guerra contra a balança? Também não, interessante vai ser meu relato quando o adversário estiver rendido - pode ser útil para outras pessoas que precisem eliminar uns quilinhos indesejáveis.

Algo legal poderia ser explicar para quem já entrou, o que é o Biscoito Esfarelado, mas achei melhor deixar isso para mais perto da "inauguração"... sei que preciso marcar esta data, mas no momento estou concentrando minha atenção em um projeto específico... Tema, tema, tema... preciso de um tema... Que tal traduzir em palavras a minha preocupação, frustração, decepção com a campanha do São Paulo este ano?? Também não, acredito que a maior parte dos meus leitores não gosta de futebol, e não vou desagradá-los... a não ser que eu consiga fazer um texto bem criativo... mas agora a pressa exige algo mais prático e direto.

É, não teve jeito. A postagem de hoje teve que ser assim, expor minha dificuldade em arranjar um assunto interessante. E se eu consegui prender a atenção de vocês até aqui, fico muito feliz. Deixando a modéstia de lado, se vocês continuaram lendo é porque meu texto é interessante mesmo quando não tem assunto....

Podemos relembrar a época da escola... vocês me dão o tema e eu escrevo.... sugiram à vontade...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Tanta celebridade que dá pra formar um partido...

Calma, este blog não está se tornando um blog com temática política... mas não tem como não comentar sobre a invasão de celebridades na disputa eleitoral deste ano. Para muitos, uma chance de voltar à mídia. Com a campanha cada vez mais se concentrando na televisão, as celebridades levam vantagem por já terem intimidade com a câmera.

Alguns dos nomes que disputam uma vaga no Congresso Nacional são: o ex-goleiro Danrlei, os ex-jogadores Romário, Marcelinho Carioca, Túlio Maravilha e Vampeta, os cantores Sérgio Reis, Reginaldo Rossi , Renner (da dupla Rick & Renner), os irmãos Kiko e Leandro do KLB e a funkeira Taty Quebra Barraco, os humoristas Tiririca e Batoré, os ex-atletas Maguila e Popó, o estilista Ronaldo Ésper, e as "frutas" Melão e Pêra.

Com a quantidade de candidatos a nos representar em Brasília crescendo a cada dia, o tempo para que eles exponham suas propostas na televisão é cada vez menor. Mas observando este vídeo, que reúne trechos dos programas das celebridades, verificamos que muitos deles nem se esforçam para aproveitar melhor o tempo. Por isso eu sempre digo, estamos fazendo uma versão moderna da antiga política romana de pão e circo... o circo nós já temos... cadê o pão?


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pensem em um título... eu não consegui...

Odorico Paraguaçu é certamente um dos melhores personagens da dramaturgia deste país. Não tive a oportunidade de ver Paulo Gracindo dando vida ao prefeito da cidade de Sucupira, mas me diverti com Marco Nanini interpretando o exótico prefeito no cinema. Estou me sentindo a versão feminina de Odorico hoje... em apenas um aspecto, mas estou.

E para não falar sobre isso, e também porque estou com um pouco de pressa, vamos a uma piada. Rir faz um bem enorme para a alma... Devo dizer que apesar de cada um nós ter algum preconceito (e é hipócrita quem diz que não), eu verdadeiramente respeito todas as religiões. Não acredito que a piada seja ofensiva ou agressiva, mas como cada um sente as coisas de um jeito, já fica o esclarecimento de que meu objetivo não é ofender nem machucar nem brincar com a crença de ninguém.


Uma mulher comenta sua situação aflitiva com um amigo, seguidor da Igreja Universal:
- Estou numa "maré braba". Estou sem crédito na praça, devendo pra todo mundo. Não vejo solução. Já pensei em me matar. Estou desempregada e sem dinheiro, cheia de contas e carnês atrasados. Não há nada que dê jeito nessa situação.Já perdi a esperança!
O amigo então lhe diz:
- Calma! Você precisa encontrar Jesus. Ele é a solução de todos os nossos problemas. Você conhece a minha igreja? Dia de quarta-feira tem uma Sessão de Descarrego, onde todos são curados ou aliviados, com uns 318 pastores e muita fé. Vai lá ... Vamos te salvar!

Na quarta-feira, a mulher resolve seguir o conselho do amigo.  No meio do culto é chamada ao palco e um pastor a agarra pelos cabelos e pergunta:
- Qual é o seu problema?!!
Ela diz:
- Dívida, dívida, muita dívida ...

O pastor começa a gritar:
- Sai desse corpo, demônio!'Disaloja!' Esse corpo não te pertence! Em nome de Jesus , te afasta desta alma boa!!!

E colocando a mão na testa da mulher, ele continua a gritar:
- Estou ordenando: Em nome de Jesus , 'Disaloja!'... 'Disaloja!'... 'DISALOOOOOJAAAA!!!!!!!!'

E a mulher, envergonhada, responde:

- Casas Bahia!!! Lojas Americanas!!! Insinuante!! Ricardo Eletro!! Ponto Frio!!! Magazine Luiza!! Extra!!Bompreço, Cartão Visa, C&A!!! Marisa!!! Fininvest!!! Ibis !!! Losango!!! Bloco Camaleão!!! Camarote da Ivete!!! Precaju!!!! Riachuelo.... 

domingo, 22 de agosto de 2010

22 de agosto, dia do Folclore

Folclore: palavra de origem inglesa que junta folk + lore e significa sabedoria popular. É o conjunto de lendas, mitos e crenças de uma cultura. No Brasil, graças à miscigenenação da nossa origem, temos uma cultura bastante diversificada e um folclore muito rico. E neste dia, separei as figuras mais pitorescas do nosso folclore para esta postagem....










sábado, 21 de agosto de 2010

Para a postagem de hoje escolhi um tema bem apetitoso...

Em 99% das vezes eu tenho a companhia de colegas de trabalho na hora do almoço. Obviamente, durante a semana o mais prático é recorrer aos self-service que comercializam a refeição por peso (falando assim os nosso "comida-a-quilo" ganham um ar de requinte e sofisticação), e a turma sempre se reúne por lá. Daí veio a inspiração gastronômica de hoje...

Sempre exigimos uma variedade grande destes restaurantes, como se em casa todo dia tivéssemos à disposição dezenas de bandejas... Queremos que seja servido carne, peixe e frango nas versões cozida, assada, gralhada, gratinada, marinada, frita e crua, e ainda uma opção com soja e mais umas duas ou três com frutos do mar. Mínimo de duzentas opções de salada com quarenta tipos de molho. Até mesmo o trivial feijão e arroz devem oferecer alternativas: arroz integral, branco, à grega, de forno... O feijão tem que ter as versões "gorda", "magra", tropeiro e o que mais a criatividade da equipe da cozinha puder inventar.

Outra regra básica é que não há regras na hora de "montar" seu prato, a miscigenação tão peculiar da cultura brasileira, se apresenta também à mesa. Planejamos uma refeição "x",  no meio do caminho já estamos com a refeição "y" no prato, e quando chegamos à balança o alfabeto já está completo. São vários pouquinhos que formam um montão... Mas tem tanta coisa com uma "cara" boa que a gente fica com vontade de experimentar tudo... a gente tem a versão caseira disso quando pega todos os restinhos de comida na geladeira e faz o famoso mistão...

Com o tempo, começamos a aprender alguns truques para evitar surpresas desagradáveis na balança (em todos os sentidos). Vamos identificando as maneiras que deixam o prato, a consciência e nosso corpo mais leve, e não o nosso bolso. Sim, porque a quantidade influencia mas quem define mesmo a conta é o peso. Ou vocês nunca perceberam que todos os dias há uma infinidade de massas à disposição e as folhas de alface cada vez mais vão ficando restritas à função decorativa? Da mesma forma que descobrimos os truques, os donos dos restaurantes também...

É importante também conhecer o publico que frequenta o local, para que você defina suas estratégias de horário. Por exemplo, se você gosta de saladas e grelhados, e o local é mais frequentado por mulheres, chegue cedo para não correr o risco de não encontrar mais. Se os homens são a maioria do publico, no máximo some a salada de batatas... as folhas e os grelhados permanecem praticamente intocados. 

A formação da fila dos frequentadores também é algo bem tradicional no comida à quilo. As pessoas desafiam as leis da física, fazendo dois corpos ocuparem o mesmo lugar no espaço. Praticamente uma guerra nesta hora, todos querem ser o primeiro e estão prontos até mesmo a empurrar e pisar no pé se for necessário... Ninguém está disposto a esperar, ninguém quer a comida muito mexida, de forma que é comum duas mãos (de donos diferentes, claro) disputando a mesma bandeja, o mesmo prato, os mesmos talheres...

As pessoas costumam conversar o tempo todo, inclusive enquanto se servem, e micróbios salivares são solidariamente compartilhados na hora do almoço. É como se você beijasse na boca todos os seus colegas durante a refeição... Mas o bom de ir com os colegas de trabalho é evitar aquele constrangimento de ter que sentar-se à mesa com um estranho porque o restaurante está lotado... Ficam os dois sem saber o que fazer, ou alguém tenta puxar um assunto para tornar o momento mais agradável...

No caminho para a balança, sempre há a armadilha das sobremesas. Lutamos contra os seus desejos mais secretos, fingimos não ver os pudins e tortas e optamos pelas frutas. Mas sempre chega aquele magrinho que come como um elefante desfilando as guloseimas e a sua superioridade no metabolismo... que ódio! Na saída do restaurante há outras armadilhas. No caixa, uma variedade imensa de doces, balas, chocolates e chicletes. O truque é evitar olhar na direção destas calorias sedutoras e pagar sempre com cartão de crédito, para evitar que a falta de troco faça você voltar com alguns destes "inimigos" na bolsa.

Observando os grupos como o meu, com colegas de trabalho, percebemos que as mulheres demoram mais a se servir, mas seus pratos são sempre mais vazios (com raras exceções). Elas também são as que mais reclamam da falta de opções e do sabor dos pratos. E as que menos consomem bebidas.

E aí chega o fim de semana e você marca de almoçar com as amigas. Cada uma com seus gostos particulares. Na hora de decidir o restaurante, descobrem , depois de muita conversa, que não há pontos em comum no cardápio. Qual a saída? Um lugar que ofereça uma variedade considerável de opções para que cada uma coma o que mais gosta... diz aí, quem não pensou em comida à quilo??? Realmente eles vieram para ficar.