segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Luto de uma tragédia anunciada.

Não poderia ser diferente, o esporte está de luto pela tragédia da Fonte Nova ontem à noite. O que era para ser festa, alegria e comemoração se transformou em uma tragédia com tristeza, indignação e revolta. Saber que foi uma tragédia anunciada, que poderia ser evitada, piora as coisas. Até onde vai o desrespeito pela vida humana, o descaso com o dinheiro publico? As pessoas que morreram ontem poderiam ser qualquer um de nós. Quem vai pagar por isso? Não podemos deixar que a impunidade reine outra vez.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Mudando um dos símbolos nacionais


Não, a mudança não será na divisão geopolítica do país, pelo menos por enquanto. Embora surja vez ou outra alguém querendo dividir algum Estado, a idéia agora é que do Oiapoque ao Chuí a gente cante o Hino Nacional com uma pequena alteração. O prefeito de Araçariguama, interior de São Paulo, quer organizar uma campanha para modificar a letra do Hino Nacional, mais precisamente o verso "deitado eternamente em berço esplêndido". Segundo o prefeito, a palavra "deitado" carrega a idéia de cansado e deveria ser ser substituída por "abençoado". Outras tentativas de mudança já aconteceram, veja na reportagem do G1.



Eu não pretendo aderir à campanha, pelo menos enquanto o país permanecer deitado... se ele levantar e mostrar alguma reação, quem sabe? Araçariguama deve estar com as contas em dia, limpeza urbana impecável, transporte eficiente, sem problemas de moradia, segurança, etc. Então, sobra tempo para o prefeito se preocupar com um problema "nacional" tão importante.

sábado, 17 de novembro de 2007

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

A festa fica (talvez) para o próximo ano. Em 2007 meus presentes vieram antecipados, o pentacampeonato do São Paulo e o show Titãs e Paralamas. Eu aqui, tranquila, curtindo meu aniversário, e eis que, entre um clique e outro em busca de uma foto para ilustrar o post, encontro a notícia da repressão policial aos estudantes que estavam acampados na UFBa.
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Não posso me sentir indiferente porque eu não estava lá, o direito da Reitoria de reintegrar sua posse e o dever da polícia de fazer a lei ser cumprida não podem ser maior do que o direito de expressão e o direito de integridade física. Claro que não estou dizendo que os estudantes estão completamente certos mas que muita coisa dentro da Universidade precisa ser repensada, precisa. Não só a Universidade, mas a nossa vida cotidiana, nossos valores, nossas leis, nosso pensamento... Ouvi os dois lados, ambos têm um pouco de razão, o que me entristece e me indigna é a repressão violenta, desnecessária e injustificável.
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Sou sonhadora, insisto em acreditar que a raça humana ainda tem jeito, que "quando tudo está perdido sempre existe uma luz". Nem que ela venha de outro planeta!!!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Um brinde a incoerência

Enquanto a torcida do "Baêa" ensurdece a cidade por um simples passar de fase na competição, a torcida do Vitória comemora plácida, serena, silenciosa, o retorno do seu time ao rol dos melhores do futebol brasileiro. Nem a torcida do São Paulo, que está acostumada a comemorar títulos, tem um comportamento tão discreto... Se a gente comparar com os rubro-negros do Rio de Janeiro então, a torcida do Vitória parece torcida de futebol-de-botão (a rima foi sem querer). Pergunto então aos estudiosos do comportamento humano, o que leva a esse extremo, da euforia à apatia? (novamente eu rimei sem querer). Deu vontade de observar o comportamento de outras torcidas para comparar... ainda mais agora que estou em busca de um plano B para o meu TCC porque acho que o plano A não vai ser viável...
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Estava olhando o blog de alguns famosos, entre eles, Carolina Dieckman. Nada planejado, apenas de click em click eu cheguei lá. Engraçado que ouço e leio muita gente criticando o trabalho dela como atriz mas o blog tem altos índices de acesso. Acho que não cabe a desculpa de que gosta dela como pessoa, afinal, poucos são os que convivem com ela e muitos os que a vêem na telinha. O mundo é incoerente. Nem sei porque postei isso aqui, quando vi já estava escrito. Acho que eu só queria dizer que as pessoas são incoerentes...
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E enquanto eu escrevia essas poucas linhas, a parte da torcida do Vitória que se parece com a do Bahia passou por aqui. Foi o tempo de voltar do Barradão...
E já que eu falei de incoerências e falei na dupla Ba-Vi, eu lembrei de uma ex-colega de trabalho que era torcedora do Vitória mas que se dizia apaixonada pelo hino do Bahia por ele ser mais dinâmico... fazer o quê? Celebrar a incoerência... Um brinde!

sábado, 10 de novembro de 2007

Humanos: desista de entender

Quem vai pela opinião dos outros corre sérios riscos de surtar. Exemplo, até quarta-feira todos me incentivavam a cortar as madeixas, tirar as pontas estragadas, vender o cabelo, fazer escova progressiva e etc. Ontem, a conversa mudou. Eram caras de surpresa e lamentos do tipo "por que você cortou seu cabelo?" Muitos não gostaram das minhas respostas. Eu disse que não fui eu que cortei, foi outra pessoa...
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Para complicar ainda mais as coisas, depois de perguntar a razão da mudança, as pessoas diziam que gostaram. Considerando que elas não mentiram para me agradar, eu pergunto: já que gostaram, por que o escândalo? Eu gostei, e, sinceramente, isso me basta. Fico imaginando como teria sido se eu não tivesse gostado... talvez eu estivesse já em um divã tentando entender o meu processo revolucionário... Como eu disse lá em cima, desista de entender os seres humanos, afinal sendo um deles você sabe como é uma tarefa impossível.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Promessa cumprida, madeixas mais curtas para encarar o verão. Cortei ontem. Pela primeira vez o porfissional não perguntou se eu queria cortar curtinho, ao contrário, perguntou se eu tinha certeza que queria cortar onde ele cortou. Não digo quem nem onde eu cortei, claro, faz parte de todos os rituais místicos, superstições e segredos que envolvem as tesouradas.
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Acordei cedo hoje para escrever uma mega mensagem de aniversário para uma amiga. Uma das que não precisa que o orkut me lembre. Talvez por isso eu não tenha percebido que o site não estava me alertando... ela saiu do orkut. De repente, um monte de gente que eu conheço resolveu sair, 99% alegando que as pessoas ficam sabendo muito da sua vida por lá e 1% dizendo que perde muito tempo vasculhando a vida dos outros por lá. Para os 99% eu digo que as pessoas só sabem o que você conta. Por exemplo, ninguém vai saber pelo orkut que eu cortei o cabelo, a menos que eu coloque uma foto lá. Não acho que seja um motivo forte para sair do orkut. Eu continuo por lá, ele é muito prático para falar com as pessoas com quem não tenho convívio diário e uma ótima fonte jornalística.
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As ruas já começam a ficar lindas para o Natal. Estou trabalhando com várias pessoas de outros Estados e alguém daqui estava convidando o pessoal para apreciar o Coral da Cidade lá no Pelourinho. Ela falou que era lindo, que ficava tudo iluminado, que era emocionante. Eu complementei: você só esqueceu de dizer para eles que o Coral é extremamente desafinado. Ela disse que eu estava sendo muito exigente, que não precisava eles cantarem bem e eu retruquei que em Curitiba também é lindo, também é iluminado, também é emocionante e que as crianças cantam bem, que Salvador fez uma imitação mal feita. Ela respondeu com o mesmo jeito de Fabiana Carla na personagem nutricionista do Zorra Total "Curitiba pode, Salvador não pode".

quarta-feira, 7 de novembro de 2007



A falta de educação do baiano se reflete no trânsito. Parece que ninguém passou por aulas de legislação, de direção defensiva, e, pior, que ninguém tem civilidade. É um individualismo exacerbado, todos têm razão e ninguém está errado (pode isso?), todos são motoristas exemplares, experientes, seguros, peritos. Todos são pedestres indefesos. vítimas dos motoristas exemplares, experientes, seguros, peritos. Será?


Eu sou do tempo em que tínhamos aulas de Educação Moral e Cívica na escola. Eu adorava. Aprendi nessas aulas que o pedestre tem que se postar à direita da faixa de pedestres e atravessar a rua em linha reta. Se nos dois lados da rua as pessoas fazem isso, o trânsito de pernas é normal. Na teoria é lindo, perfeito, funcional. Na prática, todo mundo atravessa em diagonal e uma simpes travessia se torna uma grande aventura. Objetivo: chegar ao outro lado são e salvo. Aventura que pode ganhar mais adrenalina naquelas avenidas enormes em que você tem apenas 20 segundos para atravessar e perde 5 esperando para ter certeza de que os carros realmente vão parar. Sim, porque o sinal fechado não é garantia de que os carros párem , sobretudo nos sinais em que não há o flash fotográfico da multa. Falando nisso, ontem eu vi um carro da Superintendência de Engenharia de Tráfego (órgão que teoricamente deveria disciplinar o trânsito) sendo "flashado" por um desses fotosensores...


Nos locais em que somente há uma faixa de pedestre, você tem que ser uma garota de fechar o trânsito, para que alguém lhe dê passagem. Alguém que esteja disposto a ouvir o motorista que vem atrás gastar toda a buzina porque vai interromper em um minuto o seu percurso. Claro que se tiver um agente de trânsito as coisas ficam mais fáceis, mas, agentes de trânsito são como extraterrestres, tem quem jure que já viu um...

sábado, 3 de novembro de 2007

Ontem eu resolvi testar o quanto minha mãe é sugestionável. Depois que ela bebeu o mesmo café de todos os dias eu perguntei se ela achou o sabor diferente. Ela disse que não, que estava a mesma coisa. Então eu disse que não era a mesma marca que ela consome sempre e então ela falou que bem que notou que o sabor estava diferente, ruim, amargo, parecendo que tinha outra coisa misturada com café...
Acho que só tem duas pessoas que vão entender porque este vídeo está aqui... uma sou eu.



sexta-feira, 2 de novembro de 2007


Tem sempre alguém que marca (ou não desmarca) a opção do relógio do Windows "ajustar automaticamente para o horário de verão". Tem sempre alguém que "paga mico"por causa deste pequeno detalhe... e foi assim que ontem eu quase saio para almoçar às 11:15. Achei estranho que o meu relógio biológico não tivesse sido acionado, que mais ninguém estivesse saindo e que o sino da igreja não tivesse badalado mas o relógio estava ali marcando 12:15, então era melhor sair logo para almoçar... Por sorte eu resolvi colocar o celular no modo silencioso e percebi o engano.



E já que eu falei no sino da Igreja, estou passando um tempo trabalhando lá na região do Pelourinho e já estou guiando meus horários pelos muitos badalos dos sinos das igrejas. Qualquer hora dessas eu escrevo com mais detalhes, pode ser até um serviço de utilidade pública para os católicos de plantão. Ainda preciso catalogar os horários, por enquanto está no inconsciente: hora do almoço, hora de ir embora, hora da ginástica laboral...

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Como assim título da postagem? O título é do São Paulo!!!!!!!!!!!!!!!

Somente quem é apaixonado por um clube como eu sabe o que estou sentindo com este presentão de aniversário. Eu aprendi a chorar com o São Paulo, seja de tristeza ou de alegria. Aprendi a tirar lições das derrotas com o São Paulo. O São Paulo me faz roer as unhas, faz meu coração parecer uma bateria de escola de samba, faz eu deixar de sair com namorado e amigos sem um pingo de remorso, faz eu perder noites de sono em vésperas de jogos importantes, já me fez ter febre emocional, já faz parte do meu DNA.







Palmas, muitas palmas para a excelente campanha do São Paulo. Palmas, muitas palmas para o quinto título brasileiro, conquistado dentro de campo, sem manobras escusas. Uma defesa que entra para a história do futebol. Garotos ainda os zagueiros do São Paulo mas, uma muralha quase intransponível. E se a bola passava por eles , o guarda-metas resolvia a parada.




Grande estrela do São Paulo, Rogério é um atleta completo. Talentoso, disciplinado, dedicado, sua liderança foi fundamental para esta conquista. Sou suspeita para falar de Rogério, eu sei, eu torcia sempre para o Zetti não jogar na época que Rogério era reserva dele, só para ele ser titular. Até que um dia Zetti foi embora do São Paulo. Comemorei como se fosse um título. Rogério sempre foi um dos meus ídolos no futebol e no São Paulo. Ele é um símbolo do clube. E torcedor também, em uma época onde a maioria dos jogadores tem amor à carteira é lindo ver o Rogério com amor à camisa. Ele sabe a honra e a responsabilidade que é vestir a camisa do clube bem amado.




No banco de reservas, o São Paulo tem um técnico que soube explorar o melhor do time, conter a vaidade e o clima de "já ganhou", repor as peças que foram se perdendo durante a competição apenas realocando os jogadores em outras funções. O ataque não foi o grande destaque mas deu conta do recado nos momentos decisivos. É um campeonato que entra para a história.





Os adversários vão dizer que foi sorte. Alguma coisa eles tinham que falar. Coisa de torcedor, admitir a superioridade do adversário é difícil. Eles que fiquem com a dor de cotovelo enquanto a gente curte a festa.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

O verão ainda nem começou e eu já estou desejando que ele vá embora. Pela prévia da primavera, já vi que será praticamente impossível manter meu bronzeado cultivado com muito banho de lua... As longas madeixas estão com os dias contados, o pretinho básico será trocado pelo branco, calças serão temporariamente aposentadas. Ou seja, terei um look verão. Só falta deixar de sonhar em me livrar dos quilinhos que ganhei de presente este ano e colocar em prática os meus milhões de planos mirabolantes da seção "eliminar peso".


Por mim seria decretada uma lei que colocasse o ar-condicionado como um dos ítens da cesta básica. E a cada cem metros deveria ter um chuveiro público. Ou poderíamos alterar tanto o meio ambiente de forma que fosse primavera eternamente... a primavera de setembro, claro, quando as temperaturas ainda estão menos escaldantes.

sábado, 20 de outubro de 2007

A filosofia do torcedor de futebol brasileiro

O importante não é ganhar. O que importa é competir sem perder nem empatar.

Contando as horas para o GP-Brasil e o jogo decisivo entre São Paulo e Cruzeiro

Já tive isso antes, e terei sempre. Crise de identidade. Talvez tirando a culinária, não me sobre mais afinidades com a terra onde nasci, me criei, moro e (por mais estranho que pareça) adoro. Falam tanto em baianidade... onde está a minha?


Ser baiano é gostar de Carnaval ou qualquer outra festa com grandes aglomerações? Ser baiano é gostar de axé e pagode? Ser baiano é marcar presença nas festas populares? Ser baiano é misturar candomblé com catolicismo? Ser baiano é ir à praia todo final de semana? Ser baiano é falar as palavras pela metade? Ser baiano é visitar a Igreja do Bonfim pelo menos uma vez por ano? Ser baiano é ser "Baêa" ou "Vitóra"?Ser baiano é tudo isso? Ser baiano não é nada disso? Prefiro acreditar que ser baiano é o mais simples, é nascer na Bahia...


Se não me identifico (pelo menos não muito) com a terra de todos os santos, encantos e axés... me identifico com o ser brasileiro... um tanto paulista talvez, ao comer pizza sempre que possível e me apaixonar pelo São Paulo, ou no profissionalismo exagerado que tanto pregam que os paulistas possuem.... com um sotaque levemente misturado de São Paulo, Rio e Rio Grande do Sul, tchê!!! Com a organização e o senso urbano dos curitibanos, com a paixão pelo mar dos cariocas, felizmente sem a cara-de-pau de um certo local em Brasília.... Será? Não sei, isso é o que dizem de mim, mas o que eu digo de mim????


Serei de Marte???? Não, os homens são de Marte, as mulheres são de Vênus!!!! Todo esse drama simplesmente porque decidi comprar uma bolsa mais estilo artesanal no Mercado Modelo e chegando lá, achei-as lindas, mas não tinham as divisórias que a minha organização requer... compartimento para tal coisa, para tal outra e assim vai. Convicta de que a metade de casa que carrego na bolsa (água, prendedor de cabelo, canetas, lápis, caderninho para anotações, sombrinha, celular, carteira, porta-moedas, grampeador, pente, absorvente, etc, etc, etc). Já me disseram que nem Freud me explica, tanto drama por nada... encarei como elogio, sou complexa demais até para Freud!!!! Eu me entendo e às vezes isso me basta.


Ah, sim, talvez eu deva explicar a falta de nexo entre o título e o post... mas vou deixar que a criatividade de cada um responda. Apenas uma dica: é muito simples.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Turista eu? Uai!!!



Semana passada, estava eu a subir a ladeira do Pelô, quando fui abordada por vendedores de souvenirs... Sim, fui confundida com turista, eu não entendo a razão, mas fui. Terá sido o meu bronzeado mantido à base de muito banho de lua? Terá sido a minha facilidade em adquirir sotaques e o fato de ter conversado com uma mineira durante todo o almoço, uai? Deve ter sido isso... vou começar a contar de novo agora que sei as razões.

Semana passada, estava eu a subir a ladeira do Pelô, quando fui abordada por vendedores de souvenirs... mesmo dizendo que sou baiana, nascida e criada em Salvador (apesar do sotaque mineiro) não tive como escapar da fitinha do Senhor do Bonfim enrolada no braço e da insistência para comprar os colares. Não comprei os colares mas a fitinha... branquinha (terá sido alguma indireta?) com os três nós dos três desejos. Agora me sinto na obrigação de investigar a origem dessa crença. Eu ia cortar a fita mas algumas pessoas aconselharam a deixar, umas com medo de que o pedido não se realize e outras dizendo que assim eu fico livre de outras abordagens... de qualquer forma, a fitinha está aqui.

Os pedidos? Não sei se posso contar... mas um deles foi para nunca mais ser confundida com turista...

sábado, 6 de outubro de 2007

Adorei o jogo mas não gostei muito da piada... sou fã de Ronaldo.

http://jogos.uol.com.br/jogosonline/runronaldorun/

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Eu no EBAJ

Meus poderes sobrenaturais não estão desenvolvidos o suficiente para que eu possa ter feito o relato dos 3 dias usando a clarividência, portanto, eu estava lá e contei o que eu ouvi. Preferi usar uma linguagem jornalística para exercitar um pouco enquanto isso não passa a ser minha rotina (embora de vez em quando eu escreva em pirâmide invertida despropositadamente).

Agora que o "sagrado" já está pronto, vamos ao "profano", ou seja aos bastidores do EBAJ. Tinha um grupo de uma determinada faculdade (que estava cobrindo o evento para alguma publicação interna da instituição) que acompanhou o Encontro com gravadores, máquinas fotográficas e anotações. O que tem demais? Todos eles gravaram, todos eles fotografaram e todos eles fizeram anotações. Em todas as palestras foi assim, embora cada dupla estivesse encarregada de cobrir uma. Sim, eu apurei as informações. Achei curioso.

Eu me policiei e não fiz transcrições completas das narrativas, apenas registrei o que naquele momento me pareceu essencial. Claro, não deixei passar as pérolas mais peroladas, que seguem agora. Eu sei que quando a gente fala a gramática fica no automático, que a gente não verifica se está sendo redundante e repetitivo, e que fala, por questões óbvias, não tem ortografia. Sei também que o neologismo é importante para a evolução de uma língua. Mas, se eu relevasse isso tudo, deixaria esses detalhes despercebidos. Olha o que andou sendo dito por lá...



" ... o jornalista vai se especializar em uma área específica." ( e eu que quero me especializar no geral????)
" conquistou o prêmio IBEST, o Oscar da internet brasileira." ( que linda comparação... and the ibest goes to...)
" Tenho aqui uma pergunta que é quase parecida com a outra." ( quase igual eu já conhecia, agora fiquei sabendo que existe quase parecida)
"... a gente sempre tem uma materinha na gaveta para emergências..." ( aprendi que o diminutivo de matéria não é materiazinha no EBAJ)
"... nós se reuníamos..." ( fiquei sem palavras para comentar...)
" assuntos de uma amplidão dessa..." (sempre achei que amplitude era uma palavra que precisava ser reinventada...)

Por fim, resta comentar da frustração da ausência de Zé Raimundo (já é a segunda oportunidade que perco de conhecê-lo... ) e da alegria de ouvir de Ricardo Kotscho que eu tenho cara de uma jornalista muito séria, em tom de elogio.

EBAJ - Terceiro Dia

O último dia do Terceiro Encontro Baiano de Jornalismo começou cm Suriya Argolo e Jamil Moreira Castro discutindo o Jornalismo de Moda. Os palestrantes comentaram que é difícil trabalhar neste segmento e que o preconceito dentro dos veículos ainda é grande. Atribuem este preconceito a uma idéia errônea de que a moda é algo fútil, sem percebê-la como um fator cultural. Falaram ainda de suas experiências pessoais em coberturas e que esta editoria deve valorizar o local sem desprezar o global.


O período vespertino começa com Simone Bortoliero falando de Jornalismo Ambiental. A palestrante comenta que há poucas pesquisas na área e pouca atenção acadêmica para a questão, o que se reflete no baixo número de cursos de Pós-Graduação e disciplinas na Graduação. Simone defende que a questão ambiental é multidisciplinar, que envolve economia, política, história, cultura. Fala que a área ainda sofre preconceitos dentro do próprio jornalismo e da importância da educação de qualidade começar ainda no ensino fundamental.

Encerrando o evento, Ricardo Kotscho falou sobre os seus 40 anos de carreira, fazendo algumas críticas ao cenário jornalístico atual. Em sua opinião, o jornalista de hoje supervaloriza a fonte oficial, a mídia cede muito espaço para o governo e deixa de dar voz a outros grupos. Critica a editorialização da notícia, a falta de compromisso de alguns profissionais com a responsabilidade social da informação. Comenta que os repórteres passam muito tempo dentro da redação, fala das novas tecnologias e da necessidade de o jornal impresso se modificar para que sobreviva à concorrência com a internet. Ainda respondeu perguntas da platéia sobre sua experiência profissional e opiniões sobre algumas práticas que se vê hoje no jornalismo, a exemplo das câmeras ocultas.



EBAJ - Segundo dia

No segundo dia do Encontro Baiano de Jornalismo, as mesas discutiram a Comunicação Empresarial, o Jornalismo para crianças e o Jornalismo de Turismo.

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Falando sobre Comunicação Empresarial, Márcio Polidoro fez um retrospecto histórico da carreira de Assessor de Comunicação no Brasil, concluindo que a Comunicação que temos hoje começou a se consolidar na década de 1990, quando se desenvolveram as Agências de Comunicação. Falou dos desafios da carreira com as transformações sociais, dos compromissos éticos, da importância da função do comunicador como intermediário entre empresa e comunidade. Já Claudio Cardoso, o outro palestrante do tema, centrou sua explanação em sua experiência pessoal e na importância de uma boa formação para o comunicador.

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No período da tarde Yaskara Cavalcante e Mônica Rodrigues falaram sobre as peculiaridades do jornalismo feito para criança, no desafio de adequar o conteúdo e a linguagem ao público mantendo as técnicas de produção e estrutura da notícia. Ressaltaram a importância desse jornalismo na formação da cidadania e também de um público leitor. Já Carla Aragão, representante da ONG Cipó e terceira integrante desta mesa falou dos aspectos legais de direitos da criança e da necessidade dos veículos de comunicação conhecerem essas leis pois, muitas infrações ainda são cometidas pela mídia.


Para encerrar o dia de discussões, Heloísa Braga e Cláudio Magnavita falaram do Jornalismo de Turismo. Especialização, compromisso com o público, o papel do jornalista, a vocação para a profissão e a relação com os agentes político-econômicos foram alguns dos temas discutidos.