segunda-feira, 13 de julho de 2009

Recordar é viver, boa música é sempre boa.

Ouvi essa música no meu sonho... acordei sem conseguir tirar ela da cabeça. Li uma vez em algum lugar que não tirar uma música da cabeça é sinal de harmonia... que seja! É o tipo de música que eu gostaria de ouvir em uma serenata, ainda mais assim na versão reggae, ficou perfeita!

Big Mountain
Baby I Love Your Way
Everyday, yeah
Everyday, yeah yeah
Everyday yeah yeah
Ooh baby I love you way.
Everyday, yeah yeah
Everyday, yeah yeah
Oh baby, oh baby please,

domingo, 12 de julho de 2009

Síndrome de extraterrestre

Acho que uma das poucas coisas que nunca sai de moda é a expressão "sindrome". Provavelmente, porque cada um tem a sua, em maior ou menor grau. Tenho uma amiga que tem uma coleção... síndrome de Rapunzel, de Lois Lane, de Dr.Castanho, de Madre Tereza, e mais umas quatrocentas e treze pelo menos! Há outros com síndromes de Peter Pan ou de Durval Lelys... são infinitas as possibilidades. Eu tenho algumas certamente, mas a que mais se destaca na minha opinião, é a síndrome de extraterrestre, que se manifesta nas minhas caras de "não-tô-entendendo-nada", quando o assunto é, por exemplo... o universo feminino! Pelo menos no que se refere aos infortúnios da vaidade...

Sinceramente, tratamentos e procedimentos de beleza são assuntos desconfortáveis para mim, e provavelmente para os meus interlocutores, que precisam ficar a toda hora me explicando o significado das coisas. Nas poucas vezes que vou ao salão de beleza, é uma tortura ouvir o que as pessoas falam e não entender absolutamente nada, ficar sempre na dependência de um tradutor... imaginem que eu fiquei imaginando uma espécie de toalhinha pendurada nos dedos quando uma amiga me disse que tinha colocado renda nas unhas!!!!! E neste mundo da vaidade as coisas evoluem mais rápido do que na informática!!! Resultado, eu aprendo o significado de uma coisa hoje e amanhã ela muda de nome... fico novamente na dependência de um "up-grade" no meu conhecimento sobre o assunto...

Além de cabelo, tratamentos para pele, maquiagem, jóias, perfumes e similares, são assuntos sobre os quais tenho um parco conhecimento. A ponto de ficar envergonha em ver que há homens que falam com muito mais propriedade do que eu... Acho que se eu me esforçar eu aprendo essas coisas, mas não tenho o menor interesse. Prefiro falar de futebol e assumir minha síndrome de extraterrestre. Se é justamente o ser extraterrestre que me faz ser o que eu sou, será que eu preciso mudar?

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Pra você, de coração

Era uma vez uma princesa que vivia em um mundo distante. Ela acreditava ter nascido sob uma maldição e que por isso nunca conheceria a felicidade. É claro que e a maldição não existia mas ela parecia acreditar de verdade nisso.

Um belo dia, a princesa saiu para um passeio pelo bosque. Ela ouviu um pedido de socorro e como tem um generoso coração, correu para ajudar. Quem gritava era um príncipe de outro reino, bem distante do dela, o homem mais encantador que ela já tinha conhecido. O príncipe estava caído no chão, aparentava ter torcido o pé, e a princesa o ajudou a levantar.

Nos dias seguintes, eles passaram a se encontrar no bosque quase todos os dias. A princesa estava radiante, achando que ela tinha conseguido quebrar a maldição. Mas, aos poucos, o príncipe foi se mostrando cada vez menos encantado e a separação foi inevitável. Suas atitudes eram incompreensíveis, próprias de uma pessoa sem rumo na vida. A princesa sofreu muito, porque ela achava que tinha conseguido quebrar a maldição, mas pelos acontecimentos, parecia era que a maldição estava mais forte (pelo menos era o que ela pensava).

As amigas aconselhavam bastante, principalmente uma que era uma espécie de palpiteira profissional. A princesa sabia o que tinha que fazer, mas não tinha forças para fazer.

Para continuar essa história, a princesa precisa passar das palavras à ação. Precisa vencer a luta contra ela mesma. A maldição não existe, querida princesa, mas a felicidade não é algo que pode depender de outra pessoa para acontecer, tem que depender de nós mesmos. Lembre-se de uma coisa, se o príncipe não te deu o valor que você merece, é porque não era realmente um príncipe.

Continue a caminhada pelo bosque, aprecie as coisas simples da vida... ou não é uma felicidade ouvir o canto dos pássaros enquanto as flores se abrem em um belo dia de primavera? Lembre-se que as bruxas não transformam os príncipes somente em sapo... vai que um destes pássaros do bosque também está encantado...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Dra.Conça, conselheira sentimental.

Vocês já devem saber que a apresentação do meu trabalho de conclusão de curso aconteceu no mesmo horário do funeral de Michael Jackson. Assim como ainda não acredito que depois de apontar um milhão de defeitos a banca concluiu pela minha aprovação, ainda não acredito que Michael se foi tão de repente. O chato é ter que fazer ajustes... não queria ver aquele texto nunca mais em minha vida. Devo confessar que essa apresentação me fez me achar ainda mais. Lembram da auto-estima que pegou carona no foguete da NASA? Pois é, a apresentação serviu de combustível para manter esta nave em órbita. Minha banca me deu a certeza de que se eu seguir minha intuição eu não vou me arrepender nunca. Se mulher é intuitiva, o que dizer de uma mulher de escorpião?


Mas, não foi por isso que entrei aqui e sim para falar sobre a minha vocação de ouvinte e conselheira... É bastante louco isso comigo. Desde criança é comum que pessoas me contem seus problemas e esperem que eu as aconselhe. Eu li um livro sobre anjos da guarda uma vez, que fala da personalidade das pessoas a depender do dia que nascem e do anjo que rege o dia. Incrível como parece realmente comigo. E lá diz que as pessoas que nascem sob a influência deste anjo serão procuradas como se procura um oráculo... depois não querem que eu seja convencida...

Se posso ajudar, por que não? Agora praticamente eu tenho um consultório sentimental virtual no msn. Por enquanto meu consultório tem três "pacientes". Uma já confessou que se arrependeu de não me ouvir, uma está me ouvindo (espero que dê certo mesmo sabendo que assim eu vou deixar de achar para me ter certeza) e a terceira é meio rebelde, se recusa a fazer o "tratamento" e seguir os conselhos de Dra. Conça mesmo concordando com tudo o que eu digo. Prometi um post para ela, que está em processo de incubação. As idéias já estão lá, só falta organizar tudo em forma de texto.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Uma declaração de amor diferente

Nem lembro mais como era minha vida antes dele. Quando o conheci, confesso, fiquei meio desconfiada. Ele parecia perfeito demais para ser verdade. Sempre tem a resposta certa para o que procuro, seja lá qual for a minha dúvida. Às vezes me surpreende com algumas destas respostas... E o aspecto físico, devo admitir, me agrada bastante. Simplicidade e elegância no visual. Admiro isso.
É muito bom saber que posso contar com ele sempre. Esta semana, mais uma vez, ele foi a minha salvação. Quando eu já estava achando que não conseguiria fazer a apresentação do meu TCC como eu queria, ele me apontou os caminhos. Consegui terminar e devo parte desta sensação de dever cumprido ao meu fiel companheiro, amigo para todas as horas. Por isso, resolvi vir aqui declarar publicamente o meu amor: Eu te amo, Google!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, 4 de julho de 2009

Enigmática

Minha auto-estima pegou uma carona em um foguete da NASA... Lá do alto ela teve a certeza de que não quer descer nunca mais. Esta semana me senti invadida por um olhar de raio-x, que queria vasculhar todos os meus segredos. Frases prontas, clichês, sem originalidade, mas que soaram como música para os meus ouvidos pelo simples fato de serem pronunciadas. E as frases ditas sem palavras, olhares e gestos que não mentem jamais, estas sim foram ainda mais tocantes... E o mais importante de tudo foi um singelo beijo no rosto, que causou um arrepio até o dedão no pé e fez a imaginação ultrapassar seus próprios limites. Pequenos acontecimentos podem trazer grandes consequencias (ai que saudade do trema!!!!). Um somatório de coisas minúsculas me trazendo a redescoberta do eu. Felizmente a tentação vai me dar dez dias de descanso...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Vizinho assim, quem não queria?


Dedinhos nervosos nos últimos dias... e tome dedilhar no teclado. Há muito tempo o atelier não tem ganha dois posts no mesmo dia. Será pela magnitude da data? Afinal, em dois de julho de 1823 os portugueses foram expulsos da Bahia, consolidando a suposta independência do Brasil. Não vou começar a falar deste assunto agora, não foi para isso que voltei aqui. Minha intenção é colocar algumas linhas sobre a ida ao cinema de hoje. Achei que jamais conseguiria voltar a uma sala de cinema... e me surpreendi. Fui absolutamente tolerante com o público hoje, embora, felizmente, nenhum problema tenha surgido.



O cinema nacional também está me surpreendendo. Sim, nós podemos!!!! Podemos fazer filmes que tenham algo a dizer, que não precisem ser simplesmente cenas de sexo e palavrões. Hoje fui ver Selton Mello com sua mulher invisível. Lembrei de um professor da faculdade, que sempre falou nas aulas que quando o filme é bom você não consegue contar... talvez ele tenha razão. Não estou conseguindo contar o filme, já comecei a frase dez vezes e optei pelo delete depois da terceira palavra. Então, fica a dica: quando estamos preocupados em achar a pessoa ideal, podemos desprezar o verdadeiro amor que está bem diante dos nossos olhos... ou na porta ao lado!





Como pensam as mulheres

Lembram do teste do cérebro? Entrei de novo no link, obviamente para ver outros testes, pois, devo confessar, adoro testes. Sempre me mostram que eu realmente me conheço bem, nunca me surpreendi com os resultados. E já que toquei novamente no assunto de diferenças de pensamento entre homens e mulheres, vou aproveitar um assunto besta para escrever... não sei, me deu mais vontade de escrever no blog agora que ele está com as cores do meu tricolor amado...

Vamos lá, a faculdade me mandou um e-mail sobre a matrícula para o próximo semestre. Uma mulher pensaria: será que estão pensando em não me aprovar? Vão querer que eu seja inserida no patrimônio da faculdade? Minha orientadora arquitetou alguma represália por eu ter batido o pé com algumas ideias? Os examinadores da minha banca devem ter comentado algo sobre meu trabalho estar ruim...

Um homem pensaria: essa faculdade é uma m... mesmo, que desorganização! Se eu me formo agora, porque eu vou querer saber da matrícula do próximo semestre?

Pensei como homem desta vez, muito mais útil neste caso

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Um post para chamar de meu

Este post é egoísta. Profundamente egoísta. Destina-se somente a mim, por isso, não estranhe se as palavras lhe parecerem sem sentido.
R: - Você sempre diz que idade não importa, por que isso agora?
E: - Porque realmente a idade não importa pra mim, mas o sentimento importa.
R: - O que você quer dizer com isso? Que não tem sentimento?
E: - Do lado de lá eu acho que não se pode chamar isso exatamente de sentimento. Estou falando de uma coisa mais profunda. Do lado de cá, acho que o sentimento não é pela pessoa e sim pelo que representa. Ou seja, é muito bom perceber esse tipo de "sentimento" do lado de lá.
R: - E por que desta vez você não foi prática, como todas as outras vezes? Por que não dispensa logo se acha que não deve investir?
E: - Por que confesso que perceber o tal "sentimento" do lado de lá está fazendo muito bem pro lado de cá. Mas se eu perceber que o "sentimento" está virando sentimento, sem aspas, talvez eu me sinta muito culpada por ter alimentado isso. Espero que isso não aconteça, eu sei que vou ficar péssima....
R: - E o que você vai fazer agora?
E: -Eu sei que o correto é ouvir suas sábias palavras... entretanto... ainda não tenho esta resposta. Acho que simplesmente não vou fazer nada, vou deixar acontecer.
R: - Só lembre de mais uma coisa: faça aos outros somente aquilo que gostariam que fizessem com você.
E: - Não precisa me lembrar, eu nunca esqueci disso. De certa forma, eu acho que estou fazendo isso. A dúvida me persegue, por isso estou aqui. Temos que nos entender para que eu fique em paz.
R: - Nunca vamos nos entender, você sabe disso. Durante toda a nossa existência vai ser assim, algumas vezes você vai ceder, outras sou eu. Por enquanto, até você admite que deveria seguir o que eu digo.
E: - E não pense que é fácil reconhecer que estamos errados. Mas ainda não me sinto totalmente errada, só perdida.
R: - Tudo bem, depois não diga que eu não avisei.
E:- Não vou dizer e nem você vai perder a oportunidade de me lembrar disso a cada cinco minutos, somente para me torturar.
R: - Boa sorte na sua decisão. Que você escolha o melhor caminho, neste caso, me seguir.
E: - Por que você tem que estar sempre com a razão?
R: - Você quer mesmo que eu responda? Isso é tão óbvio...
E: - Ah, deixa pra lá.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Qual o sexo do seu cérebro?

Certa vez uma colega minha de escola me disse que a mãe dela não gostava que ela brincasse comigo porque eu tinha "jeito de menino". Em seguida, me perguntou se eu gostava de brincar de boneca e porque eu andava com os cabelos presos e não usava brincos ou maquiagem. Minhas respostas provavelmente confirmavam o que a mãe dela pensava... mas minha língua espontânea já era espontânea naquela época. Acreditem, quando eu encontrei com a mãe da menina, eu disse que sou mulher e feminina, e que ser feminina é uma coisa, ser "perua" é outra... e mais! Que ela devia estar feliz pelo fato de a filha dela ter amizade comigo, que era uma pessoa compreensiva e não me incomodava de ela ser filha de alguém que tinha uma mente atrasada e cheia de preconceitos. Ela procurou a diretora para contar sobre meu comportamento e ainda teve que ouvir que era uma aluna exemplar e que concordava comigo...

Eu não gostava de brincar de boneca, exceto Barbie. E sempre achei os brinquedos das meninas muito machistas. Por que eu tinha que aprender a cuidar da casa e dos filhos enquanto os meninos brincavam de coisas mais interessantes? Por isso, era comum me encontrar sentada no chão jogando bafo (como no Sul) ou batendo figurinhas (como aqui). A mão delicada da mulher é uma vantagem nestas horas, a gente ganha tudo. Quando não era isso, eu jogava botão, brincava de carrinho, de super-herói... E várias outras coisas me davam o tal "jeito de menino" que a criatura enxergava, mas, ao mesmo tempo, várias outras mostravam a minha feminilidade.

Nunca tive dúvidas em relação a ser feminina, mas em alguns momentos me parecia que eu pensava como homem. Encontrei este teste na internet e automaticamente me lembrei da mãe da minha colega de ginásio. Ela não vai ler esse post e nem eu preciso provar nada pra ninguém mas.... meu cérebro é feminino!!! E com certeza a alma também.

Tudo novo de novo

Calma, você acessou o endereço certo sim. O Atelier é que está de visual novo, são paulino até a alma, como eu. Você achou um pouco exagerado? Que pena... eu não vou mudar. Estou adorando o novo layout. Só sinto um pouco de falta da logomarca que eu fiz com os lápis coloridos, mas ela não combinava com meu novo estilo. Não sei ao certo a razão da mudança. Não me tornei mais são paulina nos últimos dias, até porque acho que depois da febre emocional que tive em uma final de campeonato, eu cheguei no limite, ou seja, a 'são-paulinice' já se entranhou no meu DNA de vez para ser transmitida aos herdeiros... Então, o que explicaria a mudança de layout? Como eu disse, eu não sei ao certo, mas depois do post sobre a despedida de Michael Jackson eu não estava conseguindo mais escrever por aqui. Até tentei, mas não consegui passar de duas linhas. Ainda não me acostumei com o mundo sem ele... mudar talvez fosse a solução, uma injeção de ânimo! Talvez tenha sido isso, talvez haja outra razão, não preciso nem quero me preocupar com isso. Seja lá por que razão tenha sido, amei o resultado.

Passei por aqui agora para escrever sobre Bombril. Não vou falar da marca, que se tornou sinônimo de esponja de aço, vou falar da promoção das casas. Certamente vocês já viram os comerciais da promoção "ô, lá em casa". Gente, ser a vencedora em meio a milhares de cartas é difícil, sem dúvidas, mas... muito mais difícil é escolher das mãos de quem você quer receber o prêmio: Rodrigo Hilbert, Malvino Salvador, Cauã Reymond e Rodrigo Lombardi!!! Eu não mandei carta até agora porque não consegui decidir... :)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Unforgetable!

A notícia é de ontem, mas, eu demorei para escrever este post na esperança de que os jornais desta manhã desmentissem o que eles mesmos haviam publicado ontem. Fui dormir na esperança de que fosse apenas mais um dos milhares de boatos que cercaram a vida e a carreira do maior astro da música de todos os tempos. Um ídolo que eu admiro, que considero um gênio artístico inigualável. Lembro que quando ele inventou a linguagem do videoclipe com Thriller eu tinha uns cinco anos e morria de medo daqueles zumbis... fiquei com medo dele em consequencia. Do medo à compaixão. Sempre senti que ele era triste até quando nos dava alegrias.

Ninguém foi tão completo, tão irreverente, tão polêmico, tão mágico, tão cativante. A boa música é eterna e assim como ainda ouvimos Beatles e Elvis Presley, vamos continuar ouvindo Michael.

Entretanto, o que sempre me pareceu foi que o artista Jackson sufocava o ser humano Michael. Quem foi Michael Jackson de verdade é talvez uma pergunta para a qual nunca tenhamos resposta.

Selecionei três clipes para colocar aqui, de momentos diferentes da carreira de Michael Jackson (queria que fossem quatro, queria colocar Thriller mas ninguém disponibiliza). No primeiro, ele dá um show de interpretação em Ben, uma música que toca lá no fundo da minha alma desde que a escutei pela primeira vez sem fazer a menor ideía do que a letra dizia. No segundo, o começo do popstar e o passo que por mais que as pessoas tentem, nunca fazem com a mesma perfeição, o moonwalker. E no fim, um clipe que eu gosto muito e que acho que simboliza bem este momento, Michael falando de lembranças e desaparecendo de maneira misteriosa e mágica no final.










sexta-feira, 19 de junho de 2009

"Voar, voar, subir, subir... ir por onde for..."

Desde criança eu sonhava em ser repórter. Sentia que ser repórter mais do que uma vocação é uma missão. Levar informação para as pessoas, e quem sabe com isso plantar sementes que possam germinar um mundo melhor... Ideais de juventude? Utopia? Sonho? Que nome você daria? Eu vou chamar de sonho.

Quis o destino e o vestibular que meu encontro com a faculdade de Jornalismo fosse adiado para uma fase mais madura. Mais ou menos como a gente idealiza o príncipe encantado e acaba se conformando com o sapo porque o amor já nos dominou, foi a minha relação com a profissão nestes anos de faculdade. Por mais que os espinhos me furassem, a beleza da flor me estimulava a seguir adiante. E algumas pessoas e episódios me mostraram que... sim, nós podemos! Podemos fazer um jornalismo responsável, ético, comprometido somente com a verdade e com o público.

E eis que chega o esperado último semestre. Uma monografia realizada com toda a dedicação de alguém que esperou uma vida inteira para realizar um sonho (lembram que foi assim que chamei lá no primeiro parágrafo?). E, às vésperas do sonho se tornar realidade, se convertendo em um diploma... o diploma deixa de ser obrigatório para o exercício da profissão! Toda a minha caminhada foi em vão? Meu sonho era como o de Ícaro? Sinto minhas asas derretendo...

O que resta agora? Pedir desculpas a uma nação inteira, que custeou meus estudos. Sim, meu diploma não obrigatório virá de uma Universidade pública, logo, financiada pelo suor de milhões de trabalhadores... que também financiam os salários daqueles que tornaram meu diploma dispensável.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A mosca mais famosa do mundo

Durante uma entrevista para uma rede de televisão americana, uma mosca resolve competir com o carisma do presidente Obama... mas ele não quer saber de concorrentes!
O vídeo correu o mundo e me inspirou a investigar o significado dele...
  • seria uma parábola para mostrar o que ele fez com McCain na época das eleições?
  • um recado para o ditador da Coréia do Norte, mostrando o que os Estados Unidos podem fazer com ele?
  • a representação de como a questão ambiental é tratada nos Estados Unidos?

Vejamos o vídeo





Para mim, Obama mostrou que por mais complicado que seja o problema, a solução geralmente é simples.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A aventura de uma astigmata hipermétrope fotofóbica com a pupila dilatada

Levei um tempo ensaiando, confesso, para falar sem gaquejar que meu problema de visão é astigmatismo hipermetrópico. É para aparecer mesmo, assim como na época do aparelho ortodôntico eu gostava de falar dos bráquetes, de oclusão, de apinhamento, de canino invertido, de terceiro molar... Depois eu traduzia tudo para a linguagem popular, como se fosse especialista no assunto... era a veia jornalística atuando! Somos assim, somos especialistas em tudo.

Certo dia, entre uma leitura e outra dos mais de sessenta livros da minha bibliografia do TCC, eis que ouço um estalo... era o parafuso da armação dos óculos que se soltava! Em meio ao desespero eu percebi o estado de calamidade pública em que a armação se encontrava e resolvi agir para que meu exame de revisão dos óculos deixasse de ser um mero "vou marcar". Já tinha uns cinco anos que eu não ia ao consultório de oftalmologista e oito anos que estava com a mesma armação...


Pulando a etapa chata da novela que foi para marcar a consulta, vou direto ao que quero colocar aqui. Adorei a médica mas odiei o fato de ter que dilatar a pupila. Só quem é fotosensível e tem astigmatismo como eu sabe o sofrimento que é. Terminada a consulta, resolvo dar uma passada no shopping ao lado da clínica, para já mandar fazer meus óculos novos. Achei que tiraria de letra a tarefa de andar sob o sol das dez horas da manhã com a pupila dilatada, afinal de contas é um trecho daqueles que a gente anda "de olhos fechados". E foi justamente assim que eu tive que andar, ou quase isso. Os poucos metros que separam a clínica da entrada do shopping pareceram uma distância de maratona. As lágrimas caíam a cada passo e piorava ainda mais a minha já quase inexistente visibilidade. Minha pequena via crucis incluia andar com os raios solares incidindo frontalmente em mim, atravessar a rua e não me bater nos pedestres.

Ao entrar no shopping, um novo desafio: ficar algumas horas lá dentro e não ser sugada pelo consumismo. Como eu não enxergava os preços com definição, eu sempre achava que eram preços de três ou quatro dígitos e desistia.... depois eu vi que eram as vírgulas que separam os centavos... De qualquer forma, o efeito de enxergar tudo turvo foi mais prolongado desta vez, talvez pela associação com o colírio anestésico para medir a pressão intraocular. Liguei pro serviço hora certa porque não enxergava os números no celular, depois atendi uma chamada sem ter a menor idéia de quem estava me ligando. Foi uma verdadeira aventura!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Baguan kelie!

Pela atividade do blog nem parece que estou em contagem regressiva para a entrega da monografia... mas tem coisas que simplesmente não dá para não registrar -ou pelo menos eu não quero :)

Ontem por exemplo, enquanto eu trocava os discos de DVD no aparelho, me deparo com imagens ao vivo em dois canais da televisão aberta, sobre um sequestro de um ônibus, que acontecia naquele instante em São Paulo. A Band e a Record com cobertura total. Meu primeiro instinto foi colocar na Globo, que estava exibindo o programa do papagaio que a loira ajuda a apresentar... esperei alguns instantes e nada daquela musiquinha assustadora do plantão. Então, eu pensei, se a Globo não deu importância, não sou eu quem vai dar... que horrível isso! Voltei para a Band, acompanhei uns cinco minutos e vi que não tinha nada de espetacular. Voltei para os meus DVDs. Fiquei lá me divertindo horrores com os programas eleitorais do ano passado. Depois que acaba a campanha eles são mais divertidos porque acaba seu envolvimento.

Horas mais tarde, vejo uma notinha sem grande importância no Jornal Nacional e relembrei o caso. Eu, estudante de comunicação de uma faculdade onde o povo não se acha, mas se tem certeza, me deixando levar pela opinião da Globo... se ela não julgou importante, eu deveria julgar? Pior que agir assim, é vir a público declarar. Corro o risco de ser expulsa da faculdade faltando pouco mais de um mês para cortar os laços com ela (pelo menos enquanto eu não voltar para a pós)? Devo estar a fim de provocar... veneno de escorpião. Dizer para as pessoas que não temos a obrigação de pensar e dizer coisas inteligentes o tempo inteiro, que falar bobagem de vez em quando é muito bom, que se deixar influenciar pela Globo também, are baba!!!! Nem por isso deixei de ter visão crítica sobre as coisas, e se os milhares de acadêmicos premiados que já li dizem que a televisão é o palco do entretenimento, do espetáculo, por que eu tenho que procurar outra coisa quando estou diante dela?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Maísa, a pequena notável, contra o gigante do Baú

Eu não vi na hora em que foi ao ar mas tive a infelicidade de ver depois o vídeo onde a pequena Maisa chora no palco do programa Silvio Santos. De cortar o coração. Eu que nunca quis ser mãe de menina, comecei a achar que não seria tão mal assim quando esta pequena notável apareceu. Toda fofa, dá vontade de levar pra casa...
De repente me deparo com um choro que a mim pareceu ter um algo a mais do que o medo do menino vestido de monstro na primeira vez e que a dor pela pancada na câmera na segunda. Digo isso porque eu não sou muito de chorar, muitas vezes as lágrimas ficam contidas por tanto tempo... aí surge uma bobagem qualquer e eu me transformo em uma cachoeira. Tudo que está acumulado começa a passar pela minha cabeça como um filme e despeja mais e mais lágrimas. Não sei porque razão me pareceu, vendo os famigerados vídeos, que com Maísa acontecia algo semelhante. Pelo menos serviu como pedido de socorro que foi ouvido pelas autoridades.

Por enquanto Maísa está livre das piadas sem graça do dono do Baú. Tenho que admitir que eu sempre tive uma certa admiração por Silvio Santos, pelo fato de ele conseguir manter uma audiência fiel por décadas. Esta admiração acabou completamente. Não consigo nem ouvir a voz dele em imitação! Eu sei que a raiva vai passar... por enquanto me contento com a esperança de ainda poder confiar na justiça e nas autoridades do país. Que bom que ainda não podemos generalizar pelo lado negativo, ainda tem gente séria por aqui, eu não sou um alienígena!

E que de agora em diante Maísa apenas sorria.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Cenas do cotidiano: a chuva

Ontem, mais um dia de chuva na capital baiana, com o agravante de ventos que atingiram velocidades maiores que as de Rubens Barrichelo na Fórmula 1. Clima mais do que favorável para exercitar os dedinhos no teclado, com o registro de algumas cenas que você certamente já testemunhou ou viveu.

Cena 1: a cidadã viaja para a Europa para ver a neve e, claro, compra trajes apropriados para o clima europeu (ou não, de repente ela nunca saiu da cidade...). Na volta, o casaco fica esperando uma brisa mais forte que seja, somente para a sua dona desfilar deslumbrante e ter a oportunidade de responder "comprei na Suiça" aos comentários de como o casaco é lindo ou se realmente ela espera aquele frio todo. Não importa se a espera foi de anos, se o casaco saiu de moda (ninguém vai saber mesmo), se Suiça é o nome de uma loja na famosa 25 de março ou se a pessoa está derretendo dentro do casaco. O que importa é parecer sofisticado.

Cena 2: ruas alagadas, o carro importado parado com problemas mecânicos e a galera do buzu passando tranquilamente pelo mesmo local. Só ônibus que passa em determinadas ruas e aí o passageiro pensa "que bom que a cidade não investe em ônibus com sistemas elétricos... "

Cena 3: ainda no ônibus, as janelas se tornam uma espécie de galeria de arte para a exposição de corações, casinhas ou árvores desenhadas nos vidros embaçados. Em horário de pico escolar então... Eu sempre desenhava uma nuvem com chuva caindo, porque apesar da obviedade ninguém pensa nisso e as janelas ficam cheias de coração...

Cena 4: as conversas telefônicas seguem o ritual da pergunta "está chovendo aí?" logo depois do "alô". Com os celulares, as pessoas no trânsito ligam umas para as outras para contar que estão há mais de uma hora no engarrafamento e sempre são consoladas por ouvirem que o outro já está há duas horas parado. Aí, produção do Big Brother, isso sim é que é prova de resistência.

Cena 5: andando de ônibus em dia de chuva você comprova facilmente a solidariedade humana. Quando começa a chover, cada um se preocupa em fechar a janela de onde está e logo você tem metade dos assentos molhados, como prova de como o baiano é altruísta. A chuva aumenta e começam a entrar outros passageiros com sombrinhas molhadas e distribuindo aqueles pingos para todos que estão por ali... tem motorista que adere à campanha, e faz curvas de modo que as pessoas não consigam se segurar e assim os pingos se distribuam de maneira mais rápida e justa.

Cena 6: a chuva passa e você quer abrir um pouco a janela para o ar circular, mas na sua frente tem uma pessoa com "cabelo de verão" e que fecha a janela toda vez que você abre. Até que alguém cansa e desiste. Em dia de sol isso também acontece, claro.
Tudo bem, eu confesso que eu desisto primeiro, depois provoco a pessoa passando para a frente dela e fazendo "movimentos de comercial de xampu" com meus cabelos, só para matar a pessoa de inveja.

Cena 7: O motorista do carro aproveita a proximidade de uma poça d'água para molhar um motoqueiro e, assim, se vingar de todas as fechadas que levou na vida... Ele acelera e vai fundo na poça mas não percebeu que o carona não tinha fechado totalmente o vidro... tsc, tsc, tsc. Mas o castigo ainda não acabou, a previsão do tempo diz que a chuva segue forte nos próximos dias e o cheiro agradável de mofo no carro...

Cena 8: Isto é realmente ridículo e talvez só aconteça comigo. Sempre que eu lavo os cabelos e chove aparece alguém para perguntar se eu me molhei tanto assim. Já até tenho uma resposta padrão para isso: "foi chuva sim, só que eu descobri uma maneira de atrair a chuva somente para os cabelos, sem molhar a roupa."

Cena 9: Forma eficaz de prever o tempo: prestar atenção naquele vizinho que lava o carro uma vez na vida. Toda vez que ele lavar o carro, saia com guarda-chuva no dia seguinte. Não tem erro, vai chover mesmo.

Cena 10: Dia de chuva é dia de exercícios físicos. Tem que ter bom preparo para o pula-poça e para correr para algum abrigo quando a chuva nos pega sem sombrinha. Se o abrigo é um estabelecimento comercial, você vai ter que ter bom preparo físico para fugir dos vendedores, que acham que já que você parou ali não custa nada fazer uma comprinha....


E então, com qual cena você se identificou mais?

sábado, 16 de maio de 2009

Cardápio do fim de semana: abobrinhas!

Para começar, uma indicação de uma entrevista com Maurício Mattar. Bastante divertida. Ele devia começar a escrever alguns quadros para o Zorra Total. Aliás, este ano o Zorra completa dez anos e quinhentos programas no ar. É o único programa da grade de shows da Globo que não tira férias (infelizmente). Uma edição especial deve ir ao ar em junho, espero que resgatando os poucos bons momentos desta aberração. Fernandinho e Ofélia estarão no programa comemorativo, recebendo Renato Aragão. Este quadro até que eu gostava, assim como adoro Dra. Lorca e só. Acho o Chaves muito mais engraçado!

Segunda coisa, uma piadinha... Depois de ocupar metade dos telejornais, a gripe suína agora é apontada como um virus fraco. O brasileiro incógnito celebridade, conhecido por ser a primeira pessoa a transmitir a doença para outra em território nacional, contou em entrevista (por telefone) que ele já teve gripes mais fortes. A partir daí, já vi outras pessoas comentando que a gripe não seria tão fatal como fizeram parecer... Terá sido uma sinopse de novela-dramalhão da Televisa que a imprensa interpretou como notícia? Deve ter gente lamentando no Brasil, ou alguém duvida que já tinha projetos de máscaras com os distintivos de clubes de futebol ou com a estampa de Lord Ganesha sendo fabricados? Nossa criatividade não tem limites....

E encerrando, para quebrar o monopólio do futebol neste blog, aproveito duas notícias do final de semana. Sem que o lado crítico precise brigar com a emoção, como no futebol, lanço duas perguntas:
1. Qual a razão para que nossos atletas de ponta decepcionem em Jogos Olímpicos, se eles brilham em competições mundiais disputando medalhas com as mesmas pessoas? Diego Hipólito, por exemplo. Duas medalhas de ouro hoje e ano passado em Pequim... quem não lembra?
2. Michael Phelps realmente é humano? Como se explica Michael Phelps?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Custe o que custar

Vocês já viram aquela série de livros chamada "O Dia em que me tornei... (são paulino, palmeirense, corinthiano etc)"?. Nunca li nenhum mas tenho a curiosidade de saber como alguém consegue determinar com precisão o dia em que foi dominado por uma paixão. Sim, futebol é paixão. Daquelas que nunca morre e nunca se transforma em outro sentimento, é eternamente paixão.

Calma, este não é mais um post sobre futebol. Fiquei pensando em parodiar a série, mas não como um livro. Algo mais modesto, um post de blog, que tal? Queria falar do dia em que me tornei fã do CQC. Admiradora mesmo, de verdade, a ponto de começar a amar segunda-feira. Mais do que admirar, gostar e amar, eu venero e me identifico com o CQC da Band. Um dos melhores programas da história da televisão no Brasil e ao lado de A Grande Família, o melhor programa do momento. E olha que eu posso falar mesmo! Eu já vi todos (ou quase todos) os programas que compõem as grades das emissoras da televisão aberta do ano passado para cá. Ontem mesmo, eu estava curtindo minha tarde de férias no SBT com Casos de Família e Ratinho. A cada minuto eu olhava para o relógio para ver quanto tempo mais duraria a tortura mas como vou criticar sem ver?

Depois de muito pensar e de não conseguir determinar a data exata que a paixão pelo CQC me dominou, desisti. Talvez eu deva ler um dos livros antes para buscar inspiração ou aprender a metodologia... enquanto o projeto paródia não sai da imaginação, um aperitivo do CQC, a estréia do quadro Fala na Cara. Certamente não foi neste dia.

Ah, eu ainda estou resistindo às mudanças de ortografia, vou morrer de saudades do trema...



quarta-feira, 6 de maio de 2009

Lá fora está chovendo...

Que caos ontem! O percurso da minha casa até o trabalho, normalmente feito em um período de 15 a 20 minutos, durou 3 horas. Absolutamente tudo parado na cidade de verão. Só se locomovia quem estava a pé... inacreditável!

A capital foi crescendo, ganhando ares de metrópole, e ninguém percebeu. Pelo menos aqueles que deveriam perceber, as autoridades responsáveis(?). Nosso sistema de transporte totalmente deficiente, a estabilidade econômica e a facilidade de financiamento e a nossa cultura, fizeram com que os automóveis se multiplicassem como coelhos. Quem se preocupou em preparar a cidade para o aumento do fluxo de veículos? Se já é complicado o trânsito em dias de sol.... imagina com rios em todas as principais avenidas da cidade?

Como se não bastassem mais carros na rua... cadê o planejamento? Desde que me entendo por gente ( e muito antes disso, na verdade), Salvador é uma cidade que tem um longo período de chuvas entre o final de abril e o começo de junho pelo menos. Se todo ano é assim, por que ninguém toma medidas preventivas? Coisas simples fazem muita diferença nestas horas... a manutenção das ruas sem buracos, desobstrução dos bueiros....

O que importa é que ano que vem teremos a chance de sermos o único país hexacampeão do mundo no futebol! Daqui a pouco o período de chuva passa, começam os ensaios de verão e a contagem regressiva para o carnaval. A política do pão e circo sempre foi condenável.... mas aqui nem precisa do pão, o circo já basta. O que dizer, então?

Mudando de assunto, porque no fim das contas não há palavras que possam expressar tamanha indignação, vou falar de meu novo xodó, Frank. Estou cada dia mais entusiamada com ele, estamos nos dando bem, afinal de contas. Houve momentos no começo da relação em que eu achei que não conseguiria moldá-lo para ficar exatamente como eu queria, mas entre encontros e desencontros, nossa afinidade está cada vez maior e ele está se deixando dominar e ficando do jeito que eu esperava.

Pra quem não sabe, Frank é o apelido carinhoso do meu Trabalho de Conclusão de Curso... comecei a chamá-lo assim logo no começo quando ele estava meio estranho e indefinido e parecia um "Frankstein".


E peguemos nossos botes para mais uma deliciosa aventura de transitar nas águas da cidade onde, afinal, todo mundo é d'Oxum!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Mais um post sobre futebol

Uma passadinha rápida por aqui para comentar as decisões dos campeonatos estaduais de futebol. Sobre o estado em que nasci e que moro não tenho palavras. Costumo dizer que paixão não se explica, apenas se sente. É a minha frase pronta para tentar justificar a razão de meu coração acelerar quando o São Paulo entra em campo ou quando o Maracanã começa a cantar o hino do Mengão....

Optei por acompanhar a decisão do Rio. Coladinha na televisão, roendo todas as unhas que insistiam em voltar a crescer, mordendo os dedos, apertando Jorjão para aliviar a tensão, com os olhos marejados de ver o Maracanã lotado e um arrepio que percorria toda a espinha a cada vez que a torcida cantava o hino. Belo programa para uma tarde de dilúvio. Decisão nos pênaltis, pra ninguém falar que faltou emoção. E depois, só comemorar!



Semana que vem começa o Campeonato Brasileiro e estarei lá torcendo para o Flamengo novamente, exceto quando o jogo for contra o São Paulo ou se uma vitória do Mengão tiver chance de atrapalhar meu clube bem amado de alguma forma.

domingo, 3 de maio de 2009

O dia em que São Sebastião foi preso por assassinato....

Para quem está em plena época de monografia, com os prazos se configurando com uma nova ameaça a cada segundo, até que estou bem tranquila. Ontem, praticando o verbo zappear, me deparo com o programa No Coração do Brasil, da Band, apresentado por José Luis Datena. O tempo do zapping pela Band durou o suficiente para ouvir um 'causo' bastante engraçado e curioso. Procurei o vídeo para postar aqui mas a Band tem o sério defeito de demorar a atualizar o site com os vídeos. Certamente quando eles postarem eu não vou lembrar mais de colocar o link aqui. Mas fica o registro:

Um morador da cidade de São Sebastião, uma bela cidade do litoral de São Paulo, estava contando que havia na cidade um homem muito briguento. Quando não achava a quem perturbar, o homem ia para a porta da igreja e ficava chamando São Sebastião, desafiando o santo a ir brigar com ele. Isto sempre se repetia até que um belo dia o corpo do homem foi encontrado na porta da igreja. As suspeitas imediatamente caíram sobre... São Sebastião. As pessoas acreditaram que o santo cansou de tanta provocação e saiu para brigar com o homem, acabando por matá-lo. O santo foi julgado e condenado a cinco anos de prisão. A imagem ficou presa até que chegou o dia da festa de São Sebastião e as pessoas foram pedir para soltar o santo para participar da procissão. Pasmem, o santo (a imagem) foi solto pelo juiz com a mudança da pena para prisão domiciliar.... e ficou preso na igreja mesmo. Amei isso!

Depois que o morador encerrou a narrativa, voltei a praticar o zapping mas não encontrando nada que me interessasse, mergulhei nas páginas de "Mentes Perigosas". Uma pequena e necessária pausa na monografia. Terminei a leitura das 200 páginas em dois dias. Parece que adquiri uma velocidade de Fórmula 1 nas leituras....

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Balança, você vai sair vitoriosa mais uma vez....


Tem momentos que parece que a monografia anda em círculos... a cada semana as páginas para ler se multiplicam por milhões...mas não é hora de falar disso. Ou é? Páscoa, momento de renovação, quem sabe essa tarefa não deixa de ser uma via crucis e deslancha de vez?



E que venha o chocolate! Lá no meu antigo blog eu escrevi sobre ele... se no ano passado eu tentei fugir extraindo os sisos, este ano não vou me esforçar em nada pra não cair em tentação... afinal, chocolate é o tipo de alimento que estimula a atividade cerebral e é disso que estou precisando, não? Pra minha sorte eu não consigo comer toneladas porque eu enjôo logo.



sábado, 21 de março de 2009

E lá se vai uma década...

Como eu esperava, as minhas unhas grandes não duraram muito tempo. Como eu sempre tento olhar o lado bom das coisas, já enxerguei duas vantagens nisso: não tenho mais a preocupação de me policiar para não roer as unhas e digito melhor. Em ritmo alucinado de TCC isto é realmente uma grande vantagem.

Mas as unhas não são o tema do post. O tema é o tempo. Lá se vai uma década da minha primeira formatura. Visitando a biblioteca da primeira faculdade, eis que surge o reitor e me pergunta que curso eu faço. Depois da breve explicação de ser ex-aluna que está concluindo uma nova graduação em outra Universidade, ele me perguntou quanto tempo eu tinha de formada. Amei o "com essa carinha?" que ele me disse quando eu respondi que completo dez anos este ano.... Uma década... .como o tempo passa rápido! Naquela época eu ainda usava três pontos nas reticências..... agora uso mais.... mesmo sabendo que não está certo.... é para dar uma idéia de uma pausa maior e mais divagação....

Esta visita me trouxe um turbilhão de recordações. E veio acompanhada de dois acontecimentos que reforçaram minhas lembranças. Primeiro, recebo uma daquelas mensagens do orkut, de que alguém me marcou em uma foto e vou ver a tal foto por curiosidade. Lá estava a minha cara de dez anos atrás, ao lado de pessoas que não convivo mais, que até perdi o contato. Olhando a minha cara na foto nem eu mesma acredito que se passaram dez anos.... não parece tanto.... mas as datas não mentem.

E veio o segundo acontecimento. Um encontro não planejado que me deixou super-emocionada. Um colega da minha turma, um dos que eu mais gostava, apesar dele não ser da minha turminha. Dez anos depois a gente se reconheceu como se tivesse se visto no dia anterior. Bateu tanta saudade das pessoas que passaram na minha vida.... foi uma época divertida, de aprendizado intenso. Eu em plena formação de personalidade, no auge da incerteza da adolescência....

Saudades das aulas do professor João, de Dudu Malvadeza... de Oscar e o ritual da Coca-cola antes e depois da aula... da torta de ameixa do Doce Café (uma espécie de cantina)... dos bilhetes cretinos que chamavam a atenção da turma toda... das visitas diárias à Biblioteca, de ver cópias xerox do meu caderno na mão da sala toda, da perturbação e das pescas coletivas nas aulas e provas de francês... das visitas ao Center Lapa depois da aula, dos milhões de apelidos que criamos para os rapazes interessantes da faculdade e das mil e uma estratégias que a gente inventou para se aproximar deles, das brigas do projeto experimental e da minha eterna mania de falar primeiro e pensar depois.... dez anos....


Saudades do barrigão de Marjorie, das caricaturas de Lindembergue, do jeito muito louco de Ísis, da cara de pau de Gustavo, da novela "Coentro e Suspiro", do jingle do Motel Ulalá, do clip da Garota do Fantástico, do vídeo "O Gofo", da historinha de rádio, das brincadeiras de forca antes da aula começar... e a lista não para por aí... Menino Rubens e Dinorah, inesquecíveis. PC e o tic nervoso, os casais que já não são casais, os agregados ao longo dos quatro anos... Que saudade boa!!!!!!! Em pensar que daqui a dez anos eu vou lembrar da UFBA... uma fase mais adulta, mais séria, menos divertida, de frustrações e da formação da certeza de que eu nasci para ser comunicóloga... é minha missão.

domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher

Oito de março é a data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. Nesta data, no ano de 1857, um grupo de 130 operárias morreram queimadas durante uma greve por melhores condições de trabalho, na cidade de Nova York. A partir de 1910, a data começou a ser comemorada pelo Partido Socialista, devido ao fato estar ligado à classe trabalhadora. O reconhecimento da ONU só veio em 1975, quando além da data, a Organização declarou o ano como sendo Ano Internacional da Mulher. O reconhecimento da ONU foi importante para que os direitos da mulher passassem a ser discutidos em escala global mas, ainda hoje, em muitos países as mulheres não são consideradas cidadãs. Por isso, no Dia Internacional da Mulher não podemos esquecer que muitas mudanças ainda precisam acontecer para que possamos ter universalmente a igualdade de direito entre os seres humanos, não só na questão do gênero mas também na de raça, religião e qualquer outra.

Procurando um texto que trouxesse uma mensagem otimista para este dia, me deparei com esta maravilhosa crônica, cuja autoria é atribuída a Luiz Fernando Veríssimo. Apesar de alguma dúvida que possa haver quanto à autoria por ter sido extraído da internet, o estilo de texto parece ser mesmo de Luiz Fernando Veríssimo.

Quando as mulheres dominarem o mundo

Conversa entre pai e filho, por volta do ano de 2031, sobre como as mulheres dominaram o mundo.
- Foi assim que tudo aconteceu, meu filho... Elas planejaram o negócio discretamente, para que não notássemos. Primeiro elas pediram igualdade entre os sexos. Os homens, bobos, nem deram muita bola para isso na ocasião. Parecia brincadeira. Pouco a pouco, elas conquistaram cargos estratégicos: Diretoras de Orçamento, em presárias, Chefes de Gabinete, Gerentes disso ou daquilo.- E aí, papai?- Ah, os homens foram muito ingênuos. Enquanto elas conversavam ao telefone durante horas a fio, eles pensavam que o assunto fosse telenovela ... Triste engano. De fato, era a rebelião se expandindo nos inocentes intervalos comerciais. Oi querida!, por exemplo, era a senha que identificava as líderes. Celulite eram as células que formavam a organização. Quando queriam se referir aos maridos, diziam O regime.
- E vocês? não perceberam nada?
- Ficávamos jogando futebol no clube, despreocupados. E o que é pior: continuávamos a ajudá-las quando pediam. Carregar malas no aeroporto, consertar torneira, abrir potes de azeitona, ceder a vez nos naufrágios. Essas coisas de homem.
- Aí, veio o golpe mundial !?
-Sim o golpe. O estopim foi o episódio Hillary-Mônica. Uma farsa.Tudo armado para desmoralizar o homem mais poderos o do mundo. Pegaram-no pelo ponto fraco, coitado. Já lhe contei, né? A esposa e a amante, que na TV posavam de rivais eram, no fundo, cúmplices de uma trama dia bólica. Pobre Presidente...
- Como era mesmo o nome dele?
- William, acho. Tinha um apelido, mas esqueci...Desculpe, filho, já faz tanto tempo...
- Tudo bem, papai. não tem importância.Continue...
- Naquela manhã a Casa Branca apareceu pintada de cor-de-rosa. Era o sinal que as mulheres do mundo inteiro aguardavam. A rebelião tinha sido vitoriosa! Então elas assumiram o poder em todo o planeta. Aquela torre do relógio em Londres chamava-se Big-Ben, e não Big-Betty, como agora...Só os homens disputavam a Copa do Mundo, sabia? Dia de desfile de moda não era feriado. Essa Secretária Geral da ONU era uma simples cantora.Depois trocou o nome, de Madonna para Mandona.
- Pai, conta mais...
- Bem filho... O resto você já sabe. Instituíram o Robô Troca-Pneu como equipamento obrigatório de todos os carros... A Lei do Já-Pra-Casa, proibindo os homens de tomar cerveja depois do trabalho...E, é claro, a famigerada semana da TPM, uma vez por mês...
- TPM ???
- Sim, TPM... A Temporada Provável de Mísseis... É quando elas ficam irritadíssimas e o mundo corre perigo de confronto nuclear....
- Sinto um frio na barriga só de pensar, pai...
- Sssshhh! Escutei barulho de carro chegando. Disfarça e continua picando essas batatas...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Criatividade, paixão, samba, conhecimento, competição... resumindo... um lindo espetáculo. Enquanto a baianidade não desperta, vou curtindo (à distância) o Carnaval do Rio, este sim uma beleza de se ver. Apesar da simpatia pela Beija-Flor, devo admitir que o título está muito bem nas mãos do Salgueiro. Que desfile lindo!!!! Adorei o enredo sobre tambor. Criativo, original, de raíz, perfeito.
E eis que chega a quarta-feira de cinzas... amanhã o ano recomeça na Bahia.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Depois da semana em que me dizem "estava lendo um livro sobre mentes psicopatas e lembrei de você", que minhas unhas resistiram ao São Paulo X Corínthians, e que mais uma vez a minha baianidade é questionada... começa o Carnaval. Eu sempre falei que não gosto de carnaval, mas não é bem assim. A frase exige um certo complemento: eu não gosto do carnaval de Salvador. Eu não morri mas não vou atrás do trio elétrico. Uma exceção para confirmar a regra... Depois da torcida do Flamengo cantando no Maracanã, o que mais me arrepia é a bateria de uma escola de samba. Até meus neurônios dançam. E quando Neguinho grita "olha a Beija-Flor aí gente"... nossa, parece que ele está gritando um gol do São Paulo, é emocionante. Não nasci na Bahia por acaso, alguma razão teve... só não descobri qual, minha baianidade ainda não aflorou.
E o Atelier deve fazer uma pausa para o Carnaval. Nos vemos na quarta-feira de cinzas.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O milagre das unhas

Apesar das evidências em contrário, o meu atelier permanece vivo. Atendendo a milhões de pedidos, e preocupada com os suicídios em série das pessoas que já não conseguem viver sem este blog... eu voltei. Motivos para o apagão criativo foram vários, mas já não me incomodam o suficiente a ponto de tomar completamente as idéias. Sobra espaço para articular parágrafos cheios de mim. Um dos motivos da parada era a vontade de mudar o nome do blog, como eu disse antes, queria algo que fosse a minha cara. Depois de muito tempo meditar, concluí que meu atelier é sim a minha cara. Reli alguns posts e percebi que o blog é permeado de modéstia, e me reconheço em cada linha. Uma repaginada no visual e voltamos com tudo.

Para marcar a minha volta em grande estilo, este post é dedicado as minhas unhas. Se você não está entendendo o porquê então nunca olhou para elas... Passei a vida inteira cultivando unhas roídas com todo fervor, em qualquer situação que me deixasse um pouco nervosa. Na época de provas da escola, se o ônibus atrasasse um pouco eu não perdoava as pobres unhas... a depender do atraso, eu tinha que me controlar para não tirar o tênis e atacar os pés!!! Nunca cheguei atrasada em prova mas nunca consegui controlar os nervos com os horários.

E sempre as pessoas me dizendo que eu deveria parar de roer unhas, que não ficava bem para uma "mocinha". Ensinaram milhares de truques para minha mãe, eu mesma inventei outros milhares mas nada funcionava. Colecionava arranhões em cada centímetro do meu corpo, causados pelas minhas unhas roídas, e me prometia sempre que eu ia parar. Às vezes eu conseguia ficar alguns dias evitando que as unhas tivessem contato com os dentes. Até que tinha alguma partida do Sâo Paulo televisionada e.... Depois que Jorjão surgiu na minha vida eu tentei substituir os ataques às unhas por abraços apertados nele mas não adiantou. Eu abraçava ele com uma mão e a outra era automaticamente levada à boca.

E assim sempre foi com tudo. Nem vou falar de quando aparecia um garoto que fazia o coração bater mais rápido... aí mesmo é que eu quase roía os dedos junto.

E eis que , sem nenhuma razão aparente e sem nenhum método mirabolante, eu simplesmente parei. Nem me dei conta, um belo dia olhei para as minhas unhas e me assustei. Acho que o milagre já tem um mês. Não sei como nem quando começou (quer dizer, neste caso é melhor dizer que terminou)e nem sei se é em definitivo. Ainda não despertou a vaidade de ir ao salão "fazer as unhas", o que seria uma experiência inédita na minha vida... por enquanto eu estou curtindo a fase se usar lixa! Tão legal isso, uma terapia. Já passei por dois jogos do São Paulo e amanhã tem a prova de fogo no primeiro clássico de unhas não roídas. Vamos ver se elas resistirão....

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Um quiz sobre mim

Um amigo me indicou o site para fazer um quiz sobre mim. Adorei a idéia. Valendo uma barra de chocolate para quem atingir 100% (preferencialmente em única tentativa)

Segue o link

http://www02.quizyourfriends.com/take-quiz.php?id=0812291425038786&a=1

domingo, 21 de dezembro de 2008

Mergulhando nas letras

Eis que depois de semanas enclausurada e mergulhada em livros eu continuo mergulhada em livros. Com uma diferença fundamental e estimulante de que a leitura não é obrigatória e que não tem que render resumos e fichamentos. Já li três livros do dia 11 para cá, o que dá uma média de um livro a cada três dias. Se eu continuar neste ritmo o verão será mais que suficiente para terminar a leitura dos outros onze livros que estão na lista de espera.

Comecei por ler "Sr. Brecht", de Gonçalo M. Tavares. Escolhi este livro por ser o que tinha o título que mais me intrigava e o menor número de páginas.

Gonçalo é angolano e foi criado em Portugal. Escreveu uma série com quatro títulos, onde moradores de um bairro fictício contam histórias sobre a vizinhança e a humanidade em geral. O "Sr. Brecht" é um destes quatro observadores. São pequenas histórias onde a estupidez humana nos é apresentada de forma nua e crua. Interessantíssimo!


Depois li mais dois livros de Agatha Christie, que eu adoro. O verão promete muitas aventuras!