terça-feira, 26 de maio de 2009

Baguan kelie!

Pela atividade do blog nem parece que estou em contagem regressiva para a entrega da monografia... mas tem coisas que simplesmente não dá para não registrar -ou pelo menos eu não quero :)

Ontem por exemplo, enquanto eu trocava os discos de DVD no aparelho, me deparo com imagens ao vivo em dois canais da televisão aberta, sobre um sequestro de um ônibus, que acontecia naquele instante em São Paulo. A Band e a Record com cobertura total. Meu primeiro instinto foi colocar na Globo, que estava exibindo o programa do papagaio que a loira ajuda a apresentar... esperei alguns instantes e nada daquela musiquinha assustadora do plantão. Então, eu pensei, se a Globo não deu importância, não sou eu quem vai dar... que horrível isso! Voltei para a Band, acompanhei uns cinco minutos e vi que não tinha nada de espetacular. Voltei para os meus DVDs. Fiquei lá me divertindo horrores com os programas eleitorais do ano passado. Depois que acaba a campanha eles são mais divertidos porque acaba seu envolvimento.

Horas mais tarde, vejo uma notinha sem grande importância no Jornal Nacional e relembrei o caso. Eu, estudante de comunicação de uma faculdade onde o povo não se acha, mas se tem certeza, me deixando levar pela opinião da Globo... se ela não julgou importante, eu deveria julgar? Pior que agir assim, é vir a público declarar. Corro o risco de ser expulsa da faculdade faltando pouco mais de um mês para cortar os laços com ela (pelo menos enquanto eu não voltar para a pós)? Devo estar a fim de provocar... veneno de escorpião. Dizer para as pessoas que não temos a obrigação de pensar e dizer coisas inteligentes o tempo inteiro, que falar bobagem de vez em quando é muito bom, que se deixar influenciar pela Globo também, are baba!!!! Nem por isso deixei de ter visão crítica sobre as coisas, e se os milhares de acadêmicos premiados que já li dizem que a televisão é o palco do entretenimento, do espetáculo, por que eu tenho que procurar outra coisa quando estou diante dela?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Maísa, a pequena notável, contra o gigante do Baú

Eu não vi na hora em que foi ao ar mas tive a infelicidade de ver depois o vídeo onde a pequena Maisa chora no palco do programa Silvio Santos. De cortar o coração. Eu que nunca quis ser mãe de menina, comecei a achar que não seria tão mal assim quando esta pequena notável apareceu. Toda fofa, dá vontade de levar pra casa...
De repente me deparo com um choro que a mim pareceu ter um algo a mais do que o medo do menino vestido de monstro na primeira vez e que a dor pela pancada na câmera na segunda. Digo isso porque eu não sou muito de chorar, muitas vezes as lágrimas ficam contidas por tanto tempo... aí surge uma bobagem qualquer e eu me transformo em uma cachoeira. Tudo que está acumulado começa a passar pela minha cabeça como um filme e despeja mais e mais lágrimas. Não sei porque razão me pareceu, vendo os famigerados vídeos, que com Maísa acontecia algo semelhante. Pelo menos serviu como pedido de socorro que foi ouvido pelas autoridades.

Por enquanto Maísa está livre das piadas sem graça do dono do Baú. Tenho que admitir que eu sempre tive uma certa admiração por Silvio Santos, pelo fato de ele conseguir manter uma audiência fiel por décadas. Esta admiração acabou completamente. Não consigo nem ouvir a voz dele em imitação! Eu sei que a raiva vai passar... por enquanto me contento com a esperança de ainda poder confiar na justiça e nas autoridades do país. Que bom que ainda não podemos generalizar pelo lado negativo, ainda tem gente séria por aqui, eu não sou um alienígena!

E que de agora em diante Maísa apenas sorria.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Cenas do cotidiano: a chuva

Ontem, mais um dia de chuva na capital baiana, com o agravante de ventos que atingiram velocidades maiores que as de Rubens Barrichelo na Fórmula 1. Clima mais do que favorável para exercitar os dedinhos no teclado, com o registro de algumas cenas que você certamente já testemunhou ou viveu.

Cena 1: a cidadã viaja para a Europa para ver a neve e, claro, compra trajes apropriados para o clima europeu (ou não, de repente ela nunca saiu da cidade...). Na volta, o casaco fica esperando uma brisa mais forte que seja, somente para a sua dona desfilar deslumbrante e ter a oportunidade de responder "comprei na Suiça" aos comentários de como o casaco é lindo ou se realmente ela espera aquele frio todo. Não importa se a espera foi de anos, se o casaco saiu de moda (ninguém vai saber mesmo), se Suiça é o nome de uma loja na famosa 25 de março ou se a pessoa está derretendo dentro do casaco. O que importa é parecer sofisticado.

Cena 2: ruas alagadas, o carro importado parado com problemas mecânicos e a galera do buzu passando tranquilamente pelo mesmo local. Só ônibus que passa em determinadas ruas e aí o passageiro pensa "que bom que a cidade não investe em ônibus com sistemas elétricos... "

Cena 3: ainda no ônibus, as janelas se tornam uma espécie de galeria de arte para a exposição de corações, casinhas ou árvores desenhadas nos vidros embaçados. Em horário de pico escolar então... Eu sempre desenhava uma nuvem com chuva caindo, porque apesar da obviedade ninguém pensa nisso e as janelas ficam cheias de coração...

Cena 4: as conversas telefônicas seguem o ritual da pergunta "está chovendo aí?" logo depois do "alô". Com os celulares, as pessoas no trânsito ligam umas para as outras para contar que estão há mais de uma hora no engarrafamento e sempre são consoladas por ouvirem que o outro já está há duas horas parado. Aí, produção do Big Brother, isso sim é que é prova de resistência.

Cena 5: andando de ônibus em dia de chuva você comprova facilmente a solidariedade humana. Quando começa a chover, cada um se preocupa em fechar a janela de onde está e logo você tem metade dos assentos molhados, como prova de como o baiano é altruísta. A chuva aumenta e começam a entrar outros passageiros com sombrinhas molhadas e distribuindo aqueles pingos para todos que estão por ali... tem motorista que adere à campanha, e faz curvas de modo que as pessoas não consigam se segurar e assim os pingos se distribuam de maneira mais rápida e justa.

Cena 6: a chuva passa e você quer abrir um pouco a janela para o ar circular, mas na sua frente tem uma pessoa com "cabelo de verão" e que fecha a janela toda vez que você abre. Até que alguém cansa e desiste. Em dia de sol isso também acontece, claro.
Tudo bem, eu confesso que eu desisto primeiro, depois provoco a pessoa passando para a frente dela e fazendo "movimentos de comercial de xampu" com meus cabelos, só para matar a pessoa de inveja.

Cena 7: O motorista do carro aproveita a proximidade de uma poça d'água para molhar um motoqueiro e, assim, se vingar de todas as fechadas que levou na vida... Ele acelera e vai fundo na poça mas não percebeu que o carona não tinha fechado totalmente o vidro... tsc, tsc, tsc. Mas o castigo ainda não acabou, a previsão do tempo diz que a chuva segue forte nos próximos dias e o cheiro agradável de mofo no carro...

Cena 8: Isto é realmente ridículo e talvez só aconteça comigo. Sempre que eu lavo os cabelos e chove aparece alguém para perguntar se eu me molhei tanto assim. Já até tenho uma resposta padrão para isso: "foi chuva sim, só que eu descobri uma maneira de atrair a chuva somente para os cabelos, sem molhar a roupa."

Cena 9: Forma eficaz de prever o tempo: prestar atenção naquele vizinho que lava o carro uma vez na vida. Toda vez que ele lavar o carro, saia com guarda-chuva no dia seguinte. Não tem erro, vai chover mesmo.

Cena 10: Dia de chuva é dia de exercícios físicos. Tem que ter bom preparo para o pula-poça e para correr para algum abrigo quando a chuva nos pega sem sombrinha. Se o abrigo é um estabelecimento comercial, você vai ter que ter bom preparo físico para fugir dos vendedores, que acham que já que você parou ali não custa nada fazer uma comprinha....


E então, com qual cena você se identificou mais?

sábado, 16 de maio de 2009

Cardápio do fim de semana: abobrinhas!

Para começar, uma indicação de uma entrevista com Maurício Mattar. Bastante divertida. Ele devia começar a escrever alguns quadros para o Zorra Total. Aliás, este ano o Zorra completa dez anos e quinhentos programas no ar. É o único programa da grade de shows da Globo que não tira férias (infelizmente). Uma edição especial deve ir ao ar em junho, espero que resgatando os poucos bons momentos desta aberração. Fernandinho e Ofélia estarão no programa comemorativo, recebendo Renato Aragão. Este quadro até que eu gostava, assim como adoro Dra. Lorca e só. Acho o Chaves muito mais engraçado!

Segunda coisa, uma piadinha... Depois de ocupar metade dos telejornais, a gripe suína agora é apontada como um virus fraco. O brasileiro incógnito celebridade, conhecido por ser a primeira pessoa a transmitir a doença para outra em território nacional, contou em entrevista (por telefone) que ele já teve gripes mais fortes. A partir daí, já vi outras pessoas comentando que a gripe não seria tão fatal como fizeram parecer... Terá sido uma sinopse de novela-dramalhão da Televisa que a imprensa interpretou como notícia? Deve ter gente lamentando no Brasil, ou alguém duvida que já tinha projetos de máscaras com os distintivos de clubes de futebol ou com a estampa de Lord Ganesha sendo fabricados? Nossa criatividade não tem limites....

E encerrando, para quebrar o monopólio do futebol neste blog, aproveito duas notícias do final de semana. Sem que o lado crítico precise brigar com a emoção, como no futebol, lanço duas perguntas:
1. Qual a razão para que nossos atletas de ponta decepcionem em Jogos Olímpicos, se eles brilham em competições mundiais disputando medalhas com as mesmas pessoas? Diego Hipólito, por exemplo. Duas medalhas de ouro hoje e ano passado em Pequim... quem não lembra?
2. Michael Phelps realmente é humano? Como se explica Michael Phelps?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Custe o que custar

Vocês já viram aquela série de livros chamada "O Dia em que me tornei... (são paulino, palmeirense, corinthiano etc)"?. Nunca li nenhum mas tenho a curiosidade de saber como alguém consegue determinar com precisão o dia em que foi dominado por uma paixão. Sim, futebol é paixão. Daquelas que nunca morre e nunca se transforma em outro sentimento, é eternamente paixão.

Calma, este não é mais um post sobre futebol. Fiquei pensando em parodiar a série, mas não como um livro. Algo mais modesto, um post de blog, que tal? Queria falar do dia em que me tornei fã do CQC. Admiradora mesmo, de verdade, a ponto de começar a amar segunda-feira. Mais do que admirar, gostar e amar, eu venero e me identifico com o CQC da Band. Um dos melhores programas da história da televisão no Brasil e ao lado de A Grande Família, o melhor programa do momento. E olha que eu posso falar mesmo! Eu já vi todos (ou quase todos) os programas que compõem as grades das emissoras da televisão aberta do ano passado para cá. Ontem mesmo, eu estava curtindo minha tarde de férias no SBT com Casos de Família e Ratinho. A cada minuto eu olhava para o relógio para ver quanto tempo mais duraria a tortura mas como vou criticar sem ver?

Depois de muito pensar e de não conseguir determinar a data exata que a paixão pelo CQC me dominou, desisti. Talvez eu deva ler um dos livros antes para buscar inspiração ou aprender a metodologia... enquanto o projeto paródia não sai da imaginação, um aperitivo do CQC, a estréia do quadro Fala na Cara. Certamente não foi neste dia.

Ah, eu ainda estou resistindo às mudanças de ortografia, vou morrer de saudades do trema...



quarta-feira, 6 de maio de 2009

Lá fora está chovendo...

Que caos ontem! O percurso da minha casa até o trabalho, normalmente feito em um período de 15 a 20 minutos, durou 3 horas. Absolutamente tudo parado na cidade de verão. Só se locomovia quem estava a pé... inacreditável!

A capital foi crescendo, ganhando ares de metrópole, e ninguém percebeu. Pelo menos aqueles que deveriam perceber, as autoridades responsáveis(?). Nosso sistema de transporte totalmente deficiente, a estabilidade econômica e a facilidade de financiamento e a nossa cultura, fizeram com que os automóveis se multiplicassem como coelhos. Quem se preocupou em preparar a cidade para o aumento do fluxo de veículos? Se já é complicado o trânsito em dias de sol.... imagina com rios em todas as principais avenidas da cidade?

Como se não bastassem mais carros na rua... cadê o planejamento? Desde que me entendo por gente ( e muito antes disso, na verdade), Salvador é uma cidade que tem um longo período de chuvas entre o final de abril e o começo de junho pelo menos. Se todo ano é assim, por que ninguém toma medidas preventivas? Coisas simples fazem muita diferença nestas horas... a manutenção das ruas sem buracos, desobstrução dos bueiros....

O que importa é que ano que vem teremos a chance de sermos o único país hexacampeão do mundo no futebol! Daqui a pouco o período de chuva passa, começam os ensaios de verão e a contagem regressiva para o carnaval. A política do pão e circo sempre foi condenável.... mas aqui nem precisa do pão, o circo já basta. O que dizer, então?

Mudando de assunto, porque no fim das contas não há palavras que possam expressar tamanha indignação, vou falar de meu novo xodó, Frank. Estou cada dia mais entusiamada com ele, estamos nos dando bem, afinal de contas. Houve momentos no começo da relação em que eu achei que não conseguiria moldá-lo para ficar exatamente como eu queria, mas entre encontros e desencontros, nossa afinidade está cada vez maior e ele está se deixando dominar e ficando do jeito que eu esperava.

Pra quem não sabe, Frank é o apelido carinhoso do meu Trabalho de Conclusão de Curso... comecei a chamá-lo assim logo no começo quando ele estava meio estranho e indefinido e parecia um "Frankstein".


E peguemos nossos botes para mais uma deliciosa aventura de transitar nas águas da cidade onde, afinal, todo mundo é d'Oxum!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Mais um post sobre futebol

Uma passadinha rápida por aqui para comentar as decisões dos campeonatos estaduais de futebol. Sobre o estado em que nasci e que moro não tenho palavras. Costumo dizer que paixão não se explica, apenas se sente. É a minha frase pronta para tentar justificar a razão de meu coração acelerar quando o São Paulo entra em campo ou quando o Maracanã começa a cantar o hino do Mengão....

Optei por acompanhar a decisão do Rio. Coladinha na televisão, roendo todas as unhas que insistiam em voltar a crescer, mordendo os dedos, apertando Jorjão para aliviar a tensão, com os olhos marejados de ver o Maracanã lotado e um arrepio que percorria toda a espinha a cada vez que a torcida cantava o hino. Belo programa para uma tarde de dilúvio. Decisão nos pênaltis, pra ninguém falar que faltou emoção. E depois, só comemorar!



Semana que vem começa o Campeonato Brasileiro e estarei lá torcendo para o Flamengo novamente, exceto quando o jogo for contra o São Paulo ou se uma vitória do Mengão tiver chance de atrapalhar meu clube bem amado de alguma forma.

domingo, 3 de maio de 2009

O dia em que São Sebastião foi preso por assassinato....

Para quem está em plena época de monografia, com os prazos se configurando com uma nova ameaça a cada segundo, até que estou bem tranquila. Ontem, praticando o verbo zappear, me deparo com o programa No Coração do Brasil, da Band, apresentado por José Luis Datena. O tempo do zapping pela Band durou o suficiente para ouvir um 'causo' bastante engraçado e curioso. Procurei o vídeo para postar aqui mas a Band tem o sério defeito de demorar a atualizar o site com os vídeos. Certamente quando eles postarem eu não vou lembrar mais de colocar o link aqui. Mas fica o registro:

Um morador da cidade de São Sebastião, uma bela cidade do litoral de São Paulo, estava contando que havia na cidade um homem muito briguento. Quando não achava a quem perturbar, o homem ia para a porta da igreja e ficava chamando São Sebastião, desafiando o santo a ir brigar com ele. Isto sempre se repetia até que um belo dia o corpo do homem foi encontrado na porta da igreja. As suspeitas imediatamente caíram sobre... São Sebastião. As pessoas acreditaram que o santo cansou de tanta provocação e saiu para brigar com o homem, acabando por matá-lo. O santo foi julgado e condenado a cinco anos de prisão. A imagem ficou presa até que chegou o dia da festa de São Sebastião e as pessoas foram pedir para soltar o santo para participar da procissão. Pasmem, o santo (a imagem) foi solto pelo juiz com a mudança da pena para prisão domiciliar.... e ficou preso na igreja mesmo. Amei isso!

Depois que o morador encerrou a narrativa, voltei a praticar o zapping mas não encontrando nada que me interessasse, mergulhei nas páginas de "Mentes Perigosas". Uma pequena e necessária pausa na monografia. Terminei a leitura das 200 páginas em dois dias. Parece que adquiri uma velocidade de Fórmula 1 nas leituras....

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Balança, você vai sair vitoriosa mais uma vez....


Tem momentos que parece que a monografia anda em círculos... a cada semana as páginas para ler se multiplicam por milhões...mas não é hora de falar disso. Ou é? Páscoa, momento de renovação, quem sabe essa tarefa não deixa de ser uma via crucis e deslancha de vez?



E que venha o chocolate! Lá no meu antigo blog eu escrevi sobre ele... se no ano passado eu tentei fugir extraindo os sisos, este ano não vou me esforçar em nada pra não cair em tentação... afinal, chocolate é o tipo de alimento que estimula a atividade cerebral e é disso que estou precisando, não? Pra minha sorte eu não consigo comer toneladas porque eu enjôo logo.



sábado, 21 de março de 2009

E lá se vai uma década...

Como eu esperava, as minhas unhas grandes não duraram muito tempo. Como eu sempre tento olhar o lado bom das coisas, já enxerguei duas vantagens nisso: não tenho mais a preocupação de me policiar para não roer as unhas e digito melhor. Em ritmo alucinado de TCC isto é realmente uma grande vantagem.

Mas as unhas não são o tema do post. O tema é o tempo. Lá se vai uma década da minha primeira formatura. Visitando a biblioteca da primeira faculdade, eis que surge o reitor e me pergunta que curso eu faço. Depois da breve explicação de ser ex-aluna que está concluindo uma nova graduação em outra Universidade, ele me perguntou quanto tempo eu tinha de formada. Amei o "com essa carinha?" que ele me disse quando eu respondi que completo dez anos este ano.... Uma década... .como o tempo passa rápido! Naquela época eu ainda usava três pontos nas reticências..... agora uso mais.... mesmo sabendo que não está certo.... é para dar uma idéia de uma pausa maior e mais divagação....

Esta visita me trouxe um turbilhão de recordações. E veio acompanhada de dois acontecimentos que reforçaram minhas lembranças. Primeiro, recebo uma daquelas mensagens do orkut, de que alguém me marcou em uma foto e vou ver a tal foto por curiosidade. Lá estava a minha cara de dez anos atrás, ao lado de pessoas que não convivo mais, que até perdi o contato. Olhando a minha cara na foto nem eu mesma acredito que se passaram dez anos.... não parece tanto.... mas as datas não mentem.

E veio o segundo acontecimento. Um encontro não planejado que me deixou super-emocionada. Um colega da minha turma, um dos que eu mais gostava, apesar dele não ser da minha turminha. Dez anos depois a gente se reconheceu como se tivesse se visto no dia anterior. Bateu tanta saudade das pessoas que passaram na minha vida.... foi uma época divertida, de aprendizado intenso. Eu em plena formação de personalidade, no auge da incerteza da adolescência....

Saudades das aulas do professor João, de Dudu Malvadeza... de Oscar e o ritual da Coca-cola antes e depois da aula... da torta de ameixa do Doce Café (uma espécie de cantina)... dos bilhetes cretinos que chamavam a atenção da turma toda... das visitas diárias à Biblioteca, de ver cópias xerox do meu caderno na mão da sala toda, da perturbação e das pescas coletivas nas aulas e provas de francês... das visitas ao Center Lapa depois da aula, dos milhões de apelidos que criamos para os rapazes interessantes da faculdade e das mil e uma estratégias que a gente inventou para se aproximar deles, das brigas do projeto experimental e da minha eterna mania de falar primeiro e pensar depois.... dez anos....


Saudades do barrigão de Marjorie, das caricaturas de Lindembergue, do jeito muito louco de Ísis, da cara de pau de Gustavo, da novela "Coentro e Suspiro", do jingle do Motel Ulalá, do clip da Garota do Fantástico, do vídeo "O Gofo", da historinha de rádio, das brincadeiras de forca antes da aula começar... e a lista não para por aí... Menino Rubens e Dinorah, inesquecíveis. PC e o tic nervoso, os casais que já não são casais, os agregados ao longo dos quatro anos... Que saudade boa!!!!!!! Em pensar que daqui a dez anos eu vou lembrar da UFBA... uma fase mais adulta, mais séria, menos divertida, de frustrações e da formação da certeza de que eu nasci para ser comunicóloga... é minha missão.

domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher

Oito de março é a data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. Nesta data, no ano de 1857, um grupo de 130 operárias morreram queimadas durante uma greve por melhores condições de trabalho, na cidade de Nova York. A partir de 1910, a data começou a ser comemorada pelo Partido Socialista, devido ao fato estar ligado à classe trabalhadora. O reconhecimento da ONU só veio em 1975, quando além da data, a Organização declarou o ano como sendo Ano Internacional da Mulher. O reconhecimento da ONU foi importante para que os direitos da mulher passassem a ser discutidos em escala global mas, ainda hoje, em muitos países as mulheres não são consideradas cidadãs. Por isso, no Dia Internacional da Mulher não podemos esquecer que muitas mudanças ainda precisam acontecer para que possamos ter universalmente a igualdade de direito entre os seres humanos, não só na questão do gênero mas também na de raça, religião e qualquer outra.

Procurando um texto que trouxesse uma mensagem otimista para este dia, me deparei com esta maravilhosa crônica, cuja autoria é atribuída a Luiz Fernando Veríssimo. Apesar de alguma dúvida que possa haver quanto à autoria por ter sido extraído da internet, o estilo de texto parece ser mesmo de Luiz Fernando Veríssimo.

Quando as mulheres dominarem o mundo

Conversa entre pai e filho, por volta do ano de 2031, sobre como as mulheres dominaram o mundo.
- Foi assim que tudo aconteceu, meu filho... Elas planejaram o negócio discretamente, para que não notássemos. Primeiro elas pediram igualdade entre os sexos. Os homens, bobos, nem deram muita bola para isso na ocasião. Parecia brincadeira. Pouco a pouco, elas conquistaram cargos estratégicos: Diretoras de Orçamento, em presárias, Chefes de Gabinete, Gerentes disso ou daquilo.- E aí, papai?- Ah, os homens foram muito ingênuos. Enquanto elas conversavam ao telefone durante horas a fio, eles pensavam que o assunto fosse telenovela ... Triste engano. De fato, era a rebelião se expandindo nos inocentes intervalos comerciais. Oi querida!, por exemplo, era a senha que identificava as líderes. Celulite eram as células que formavam a organização. Quando queriam se referir aos maridos, diziam O regime.
- E vocês? não perceberam nada?
- Ficávamos jogando futebol no clube, despreocupados. E o que é pior: continuávamos a ajudá-las quando pediam. Carregar malas no aeroporto, consertar torneira, abrir potes de azeitona, ceder a vez nos naufrágios. Essas coisas de homem.
- Aí, veio o golpe mundial !?
-Sim o golpe. O estopim foi o episódio Hillary-Mônica. Uma farsa.Tudo armado para desmoralizar o homem mais poderos o do mundo. Pegaram-no pelo ponto fraco, coitado. Já lhe contei, né? A esposa e a amante, que na TV posavam de rivais eram, no fundo, cúmplices de uma trama dia bólica. Pobre Presidente...
- Como era mesmo o nome dele?
- William, acho. Tinha um apelido, mas esqueci...Desculpe, filho, já faz tanto tempo...
- Tudo bem, papai. não tem importância.Continue...
- Naquela manhã a Casa Branca apareceu pintada de cor-de-rosa. Era o sinal que as mulheres do mundo inteiro aguardavam. A rebelião tinha sido vitoriosa! Então elas assumiram o poder em todo o planeta. Aquela torre do relógio em Londres chamava-se Big-Ben, e não Big-Betty, como agora...Só os homens disputavam a Copa do Mundo, sabia? Dia de desfile de moda não era feriado. Essa Secretária Geral da ONU era uma simples cantora.Depois trocou o nome, de Madonna para Mandona.
- Pai, conta mais...
- Bem filho... O resto você já sabe. Instituíram o Robô Troca-Pneu como equipamento obrigatório de todos os carros... A Lei do Já-Pra-Casa, proibindo os homens de tomar cerveja depois do trabalho...E, é claro, a famigerada semana da TPM, uma vez por mês...
- TPM ???
- Sim, TPM... A Temporada Provável de Mísseis... É quando elas ficam irritadíssimas e o mundo corre perigo de confronto nuclear....
- Sinto um frio na barriga só de pensar, pai...
- Sssshhh! Escutei barulho de carro chegando. Disfarça e continua picando essas batatas...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Criatividade, paixão, samba, conhecimento, competição... resumindo... um lindo espetáculo. Enquanto a baianidade não desperta, vou curtindo (à distância) o Carnaval do Rio, este sim uma beleza de se ver. Apesar da simpatia pela Beija-Flor, devo admitir que o título está muito bem nas mãos do Salgueiro. Que desfile lindo!!!! Adorei o enredo sobre tambor. Criativo, original, de raíz, perfeito.
E eis que chega a quarta-feira de cinzas... amanhã o ano recomeça na Bahia.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Depois da semana em que me dizem "estava lendo um livro sobre mentes psicopatas e lembrei de você", que minhas unhas resistiram ao São Paulo X Corínthians, e que mais uma vez a minha baianidade é questionada... começa o Carnaval. Eu sempre falei que não gosto de carnaval, mas não é bem assim. A frase exige um certo complemento: eu não gosto do carnaval de Salvador. Eu não morri mas não vou atrás do trio elétrico. Uma exceção para confirmar a regra... Depois da torcida do Flamengo cantando no Maracanã, o que mais me arrepia é a bateria de uma escola de samba. Até meus neurônios dançam. E quando Neguinho grita "olha a Beija-Flor aí gente"... nossa, parece que ele está gritando um gol do São Paulo, é emocionante. Não nasci na Bahia por acaso, alguma razão teve... só não descobri qual, minha baianidade ainda não aflorou.
E o Atelier deve fazer uma pausa para o Carnaval. Nos vemos na quarta-feira de cinzas.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O milagre das unhas

Apesar das evidências em contrário, o meu atelier permanece vivo. Atendendo a milhões de pedidos, e preocupada com os suicídios em série das pessoas que já não conseguem viver sem este blog... eu voltei. Motivos para o apagão criativo foram vários, mas já não me incomodam o suficiente a ponto de tomar completamente as idéias. Sobra espaço para articular parágrafos cheios de mim. Um dos motivos da parada era a vontade de mudar o nome do blog, como eu disse antes, queria algo que fosse a minha cara. Depois de muito tempo meditar, concluí que meu atelier é sim a minha cara. Reli alguns posts e percebi que o blog é permeado de modéstia, e me reconheço em cada linha. Uma repaginada no visual e voltamos com tudo.

Para marcar a minha volta em grande estilo, este post é dedicado as minhas unhas. Se você não está entendendo o porquê então nunca olhou para elas... Passei a vida inteira cultivando unhas roídas com todo fervor, em qualquer situação que me deixasse um pouco nervosa. Na época de provas da escola, se o ônibus atrasasse um pouco eu não perdoava as pobres unhas... a depender do atraso, eu tinha que me controlar para não tirar o tênis e atacar os pés!!! Nunca cheguei atrasada em prova mas nunca consegui controlar os nervos com os horários.

E sempre as pessoas me dizendo que eu deveria parar de roer unhas, que não ficava bem para uma "mocinha". Ensinaram milhares de truques para minha mãe, eu mesma inventei outros milhares mas nada funcionava. Colecionava arranhões em cada centímetro do meu corpo, causados pelas minhas unhas roídas, e me prometia sempre que eu ia parar. Às vezes eu conseguia ficar alguns dias evitando que as unhas tivessem contato com os dentes. Até que tinha alguma partida do Sâo Paulo televisionada e.... Depois que Jorjão surgiu na minha vida eu tentei substituir os ataques às unhas por abraços apertados nele mas não adiantou. Eu abraçava ele com uma mão e a outra era automaticamente levada à boca.

E assim sempre foi com tudo. Nem vou falar de quando aparecia um garoto que fazia o coração bater mais rápido... aí mesmo é que eu quase roía os dedos junto.

E eis que , sem nenhuma razão aparente e sem nenhum método mirabolante, eu simplesmente parei. Nem me dei conta, um belo dia olhei para as minhas unhas e me assustei. Acho que o milagre já tem um mês. Não sei como nem quando começou (quer dizer, neste caso é melhor dizer que terminou)e nem sei se é em definitivo. Ainda não despertou a vaidade de ir ao salão "fazer as unhas", o que seria uma experiência inédita na minha vida... por enquanto eu estou curtindo a fase se usar lixa! Tão legal isso, uma terapia. Já passei por dois jogos do São Paulo e amanhã tem a prova de fogo no primeiro clássico de unhas não roídas. Vamos ver se elas resistirão....

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Um quiz sobre mim

Um amigo me indicou o site para fazer um quiz sobre mim. Adorei a idéia. Valendo uma barra de chocolate para quem atingir 100% (preferencialmente em única tentativa)

Segue o link

http://www02.quizyourfriends.com/take-quiz.php?id=0812291425038786&a=1

domingo, 21 de dezembro de 2008

Mergulhando nas letras

Eis que depois de semanas enclausurada e mergulhada em livros eu continuo mergulhada em livros. Com uma diferença fundamental e estimulante de que a leitura não é obrigatória e que não tem que render resumos e fichamentos. Já li três livros do dia 11 para cá, o que dá uma média de um livro a cada três dias. Se eu continuar neste ritmo o verão será mais que suficiente para terminar a leitura dos outros onze livros que estão na lista de espera.

Comecei por ler "Sr. Brecht", de Gonçalo M. Tavares. Escolhi este livro por ser o que tinha o título que mais me intrigava e o menor número de páginas.

Gonçalo é angolano e foi criado em Portugal. Escreveu uma série com quatro títulos, onde moradores de um bairro fictício contam histórias sobre a vizinhança e a humanidade em geral. O "Sr. Brecht" é um destes quatro observadores. São pequenas histórias onde a estupidez humana nos é apresentada de forma nua e crua. Interessantíssimo!


Depois li mais dois livros de Agatha Christie, que eu adoro. O verão promete muitas aventuras!

Amigo secreto

Natal chegando, hora de pagar a dívida com o prometido post sobre amigo secreto (ou oculto, se preferir). Não lembro qual foi o primeiro que participei mas há algumas situações que eu gostaria de recordar, para chorar ou para rir...

Uma determinada vez a pessoa que me sorteou resolveu fazer aquela brincadeira de colocar mil caixas e o meu presente na última. Cada caixa ele teve o trabalho de enrolar com jornal e a pessoa aqui terminou a pequena aventura com a cara toda suja de tinta. Sim, porque meus cabelos sempre tiveram o hábito de deslizar pelo meu rosto procurando minha boca e fazê-los voltar aos seus lugares com a mão toda suja de jornal...

Pior é ter que ser simpática e fingir que o presente era tudo o que você mais queria na vida! Acho que alguém que olhe bem os meus olhos vai perceber que minha boca sorridente que pronuncia "adorei!" está proferindo a maior das mentiras. Os olhos não mentem, a boca sim.

Ainda falando de presentes, eu odeio quando se escolhe um amigo secreto "temático", exemplo de caixa de chocolate. Que graça tem eu já saber o que vou ganhar? Para mim, nenhuma.

Invariavelmente, a pessoa que eu sorteio sempre gosta do presente e eu sempre não gosto do presente que me dão. Pelo menos eu já dei colar de presente e vi a pessoa usando depois, já dei livro de presente e já vi a pessoa comentando sobre ele, e outras coisas mais. Quanto a mim, já ganhei uma saia que foi diretamente fazer companhia às roupas que eu já não usava mais e que estavam separadas para doação. Já ganhei chocolote branco, que foi aberto na mesma hora com uma leve súplica de "me ajudem a comer", já ganhei agenda em cor que eu não gosto... Já pensei até em desistir de participar mas como a esperança é a útlima que morre...

Minha sorte mudou em relação aos sorteios. Era comum eu sortear a mim mesma. Uma vez eu me sorteei duas vezes seguidas e exibi o papelzinho com meu nome, toda sem graça, como se eu tivesse alguma culpa disso. Certa vez eu menti que tinha tirado a mim mesma para sortear outra vez e felizmente, uma amiga tinha tirado meu nome e não me denunciou. Por ironia do destino, na segunda vez eu sorteei a mesma pessoa! Felizmente a minha amiga trocou de amigo comigo... Agora tem acontecido que eu sorteio as pessoas que eu mais gosto e sou sorteada pelas que eu menos gosto. Algum sentido isso deve ter.

Naqueles "amigos" que o sorteio é feito na hora, eu sempre escolho o presente de embalagem azul, que nunca é nada que me agrada. Pensando nisso, eu escolhi um de embalagem amarela e ganhei um porta-cd no mínimo horroroso. Para justificar minha fama de "rainha das gafes", eu voltei a meu lugar e comentei "como é que alguém tem coragem de comprar isso?" com a pessoa que tinha comprado, e que até então eu não sabia. Criei uma situação desconfortável da pessoa se oferecer para trocar de presente comigo.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Anos 80... sempre relembrando

Eu tinha 7 anos quando esse show aconteceu... e eu queria estar lá!!!


Jé nesta apresentação eu tinha uns 6 anos...



Hoje quando eu vejo o RPM eu sinto saudades. Ainda escuto as músicas deles. Já quando eu vejo os garotos de Porto Rico eu me pergunto "o que eu via neles"? Não sinto saudades mas admito que adoro essa música!!!

Ronaldo no Corinthians

Primeiro eu não acreditei.
Segundo eu não gostei.
Terceiro eu aceitei.
Quarto me acostumei
Quinto curti.

Bom ver Ronaldo jogando no Brasil depois de tanto tempo... 14 anos precisamente.
Ele volta com o mesmo cabelo de quando saiu... mas eu prefiro o visual "no-hair".
Bom ver Ronaldo novamente com aquele sorriso de juvenil que vai estrear no profissional... Em uma época em que cada vez mais os jogadores pensam nos contratos, é muito bom ver que ainda tem gente que pensa na bola...
Como será que ele vai se comportar enfrentando o Flamengo? Vai comemorar se fizer gol?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A caminho da faculdade para a entrega do primeiro capítulo da minha monografia (a famigerada fundamentação teórica) e os malditos fichamentos, as sensações:

1. Sono, resultado das horas de repouso perdidas na última semana;
2. Cansaço, o que de certa forma é aliado e agravado pelo sono;
3. Alívio: parece que tinha um elefante sentado em meus ombros, que resolveu fazer a gentileza de se levantar;
4. Esperança: pela prévia eu já me permito acreditar que sobreviverei ao TCC total;
5. Leveza: vou me dar ao luxo de me conceder férias do TCC até 01 de janeiro de 2009, quando pretendo retomar a via crucis;
6. Alegria: hora de comprar os presentes de Natal e tirar alguns dos 14 livros da minha lista de espera de leitura pós-TCC.