quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Medindo a circunferência abdominal sem cálculos

Para quem não gosta muito de matemática (e para quem gosta também), uma forma simplificada de saber se está abaixo do peso, no peso ideal, com sobrepeso ou obesidade. Basta pegar um ônibus em Salvador. Atenção: o método só funciona em horários de pico. Vamos aos resultados:

Conseguiu descer no ponto desejado e chegou perto da porta de desembarque na parada anterior: abaixo do peso. 
Conseguiu descer no ponto desejado e chegou perto da porta quando o ônibus parou: peso ideal
Não conseguiu descer do ônibus no ponto desejado, mas um ponto depois: sobrepeso!
E, por fim, o resultado mais preocupante. Só conseguiu descer dois pontos depois ou no final de linha: obesidade.



domingo, 25 de agosto de 2013

Sentindo cheirinho de mudanças no ar... O que estou sentindo? Expectativas, receios, ansiedade, o medo de errar... é, parece que estou preparada. Vamos em frente!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Sem estrutura, com Copa

O Brasil já começou errado. A "descoberta", a colonização, a independência, a República... marcos importantes na nossa história que sempre trazem duas versões: a oficial e a oficiosa. A oficial é sempre épica, gloriosa. A oficiosa é sempre repleta de mentiras, trapaças, traições, corrupção. Está explicado porque somos um dos povos que mais consomem cosméticos no mundo, maquiagem é com a gente mesmo!

E o tempo vai passando, pouca coisa muda (podemos dizer que algumas apenas ganharam uma versão mais moderna). A primeira capital do país, por exemplo, tenta ser uma grande metrópole mas não passa de uma província do século XXI. Uma capitania hereditária, quase que literalmente - se olharmos nas mãos de quem a cidade foi entregue nas últimas eleições...

Uma cidade que tem como característica ter um período chuvoso intenso durante os meses que não tem "r" no nome, mas que todo ano sofre com alagamento, deslizamentos de terra, congestionamentos, buracos e todos os transtornos que uma cidade de papel pode enfrentar com as gotas que caem do céu. Por ousadia, coragem, loucura ou qualquer outra razão, a cidade se candidata a receber um evento esportivo de porte internacional, quando basta alguém organizar uma festa com mais de 100 convidados para que o caos fique ainda maior. 

Com a proximidade da chegada da Copa das Confederações, o que vemos é a imobilidade urbana, e a maquiagem para receber os turistas - que preferiram outros destinos, mas ainda assim vieram em pouco número. Um grande empreendimento, um shopping a céu aberto, hoje é cenário de assaltos, estupros, abandono, descaso com o dinheiro público. Tudo isto encoberto com tapumes em metal, para inglês não ver. Ele pode não ver neste trecho, mas certamente vai passar pelo metrô de 6km que não foi finalizado após uma década de construção, vai passar pelo viaduto escorado porque foi mal projetado e pode cair. Vai passar pela orla suja, decadente, sem atrativos. E vai ter muito tempo para ver tudo isto, afinal, a cidade não anda. A ponto de termos que decretar feriado nos dias dos jogos, para diminuir o fluxo de veículos (fluxo não é a palavra certa, dá ideia de movimento, algo que só se consegue a pé por aqui). 

Mas nem tudo está perdido. As pessoas começam a ir para a rua em manifestos que pedem mais saúde, educação, segurança, dignidade, ou simplesmente não pedem nada mas estão ali, fazendo número para o movimento na esperança de que o trio elétrico chegue. Começou um pouco tarde, era para se exigir antes que o Brasil não fosse candidato a receber uma Copa do Mundo, ou alguém achava que todas as obras seriam entregues no prazo, melhorariam a vida da população e gastariam apenas o previsto no orçamento?

Não adianta ir para o estádio e vaiar a presidente. O melhor é não ir ao estádio, não pagar um absurdo por um ingresso, por um alimento, por uma bebida, pelo deslocamento. O circo está aí, o pão não. Enquanto alguns vibram pelos gols da seleção, os preços aumentam, a violência aumenta, o desemprego aumenta. Precisamos de um basta em tudo isto. Os manifestos têm que chegar às urnas no próximo ano, pedir mudanças agora e eleger as mesmas pessoas em 2014 não vai alterar nada.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Baratas alemãs

Telefone tocando em casa... estranho, nem me lembrava mais da existência do telefone fixo. Mas deixemos as considerações sobre as mudanças de hábito trazidas pelo celular para um outro momento. Atendo a chamada e do outro lado está uma operadora de telemarketing a me oferecer serviços de dedetização a preço promocional. O alvo: formigas doceiras e baratas alemãs! Consegui me conter e não dizer para ela que não costumo pedir a identificação das baratas que aparecem em casa, logo, não sei a nacionalidade delas. Alemãs, austríacas, belgas, italianas, portuguesas... podem ser de qualquer lugar. 

Não me interessei pela "excelente promoção" que a moça me oferecia por duas razões: primeiro que ela deixou bem claro que a dedetização era eficiente contra baratas alemãs e, como eu disse, não sei a nacionalidade das que aparecem por aqui. A segunda razão é que não tenho ideia dos preços praticados pelo mercado para saber se realmente estão me oferecendo uma pechincha. Na dúvida, melhor pesquisar antes. E de preferência encontrar uma que elimine as baratas de outras nacionalidades também. As que apareceram aqui ultimamente eram tão grandes que mais pareciam lutadoras de sumô. Portanto, preciso de eficiência contra baratas de todos os continentes!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Abril

Quando eu era criança eu não gostava do mês de abril. Achava esquisito o nome do mês (o menor entre os nomes do calendário), o único que começa com vogal e que parece um verbo no pretérito perfeito (sonoramente, claro). Sem contar que é o mês em que começa o período de chuvas em Salvador... Enfim, não gostava mesmo. 

Mas a gente cresce, a gente aprende coisas, muda conceitos, entendimentos, ideias, sentimentos, percepções. E assim, a minha relação com o mês de abril foi totalmente transformada, reconstruída. Passei a gostar muito do mês e, uma das lições que tiro dessa história aparentemente boba, é que não devemos julgar nada nem ninguém por aparência, por preconceitos. Provalmente adaptei ao mês de abril a minha conduta em relação às pessoas...mas o fato é que precisamos aprender a olhar todos os ângulos de uma questão.

E os motivos para a mudança da relação foram muitos. Primeiro, percebi que o mês de abril era totalmente inocente na acusação de provocar transtornos na cidade por ser um mês tipicamente chuvoso. Se a população passa décadas votando nos mesmos representantes e nenhum deles resolve este e outros problemas de Soterópolis.... definitivamente, não é culpa do mês de abril, nem do mês de maio, nem do mês de junho, nem de setembro, nem de nenhum outro.

Comecei a ver com outros olhos o que eu achava esquisito no nome do mês de abril. É diferente, e isso devia me causar estranheza, mas hoje acho interessante. Talvez por causa do meu próprio nome, mas isso não vem ao caso agora. 

E por fim, o mês de abril começou a se tornar importante para mim. Trouxe marcos significativos que me tornaram a pessoa que sou hoje, que mudaram a minha vida. Alguns exemplos: em abril de 2003, ingressei na instituição onde trabalho. Além da questão da estabilidade, as lições para a vida profissional e pessoal que aprendo diariamente são inesquecíveis. E foi no meu atual trabalho que conheci pessoas que me acrescentaram muito, que me mostraram o mundo com outros olhos, que me ensinaram tanta coisa, que aprenderam comigo também. Colegas, amigos, meu marido, todos começaram a aparecer (não por acaso) a partir daquele abril, há dez anos.

Outra mudança significativa na minha vida no mês de abril (2012): o casamento. Também foi em abril que comecei a cursar Jornalismo e a realizar o grande sonho que eu sonhava desde que me entendo por gente. Em abril também passei na prova do Detran e consegui a minha carteira de habilitação, o que também trouxe grandes transformações para minha vida. E em qual mês consegui a transferência para o departamento de comunicação no trabalho? Abril.

E chegamos a abril em 2013. Mais uma vez tenho a agradecer pela coincidência feliz de mais um sonho realizado neste mês, mais uma mudança significativa de vida que começa agora. Que sejam mais momentos felizes de agora em diante. Obrigada, abril, por marcar mais esta conquista.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Carnaval 2013

O Carnaval em Salvador começa antes e termina depois de todos os outros no Brasil. Então fica a pergunta: qual o mínimo necessáriao para sobreviver aos dias de folia no reinado de Momo? Para muitos, a resposta é garantir o abadá de não sei que bloco ou o camarote tal ou simplesmente a famosa "pipoca". Cerveja, diversão, música alta, trios elétricos, beijo na boca, engarrafamento, grandes estrelas da chamada axé music que cantam com convidados encantados pela magia da terra de todos os santos. 

Para outros, o essencial para sobreviver ao carnaval é sair da cidade. Até gostaria de ter a oportunidade de viajar estes dias, mas não foi possível. Então, é hora de colocar a leitura em dia, de descansar, de ir para a academia, de reunir os amigos que também não gostam de carnaval (ou não querem brincar este ano), de ver filmes, jogar conversa fora, comer uma comidinha gostosa.

Vale fazer o que se gosta, vale fazer o que nos faz bem. Ser feliz é o que importa.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Colou, bateu, ficou

Essa música colou, bateu e ficou na minha cabeça... Conheci a canção na academia, que nesta época do ano inclui hits carnavalescos na trilha sonora da malhação. Às vezes combina, às vezes não... Este é um caso atípico de uma representante da chamada "axé music" que simpatizo desde a primeira vez que ouvi. Não tem nada de muita novidade na canção, a não ser a voz da cantora, que está despontando para o estrelato agora, à frente de uma banda que tem uma expressão um pouco maior no mercado fonográfico. Mas, não sei mesmo explicar. É aquilo mesmo, colou, bateu, ficou. 


Questões que angustiam a humanidade

Este texto é de 2006, está publicado no blog que eu mantinha antes deste. Copiei e fiz algumas adaptações e atualizações. 
Por que a Nova Schin ainda é nova?
Tostines vende mais por que é fresquinho ou é fresquinho por que vende mais?
Por que me disseram que a cópia não era original? Não é cópia?
Por que as pessoas perguntam no último andar se o elevador vai descer ou no térreo se ele vai subir?
O que é Ranfes (Ruffles), Tridente (Trident) e Halis (Halls) vendidos em ônibus?
Por que as filas na Bahia sempre formam desenhos geométricos ao invés de linhas retas?
Por que alguém perde tempo escrevendo (ou lendo) um post como este?

Mudança de planos

Deixei atrasar três postagens. Motivos: preguiça, esquecimento e um certo repensar de coisas. Se não tem nada de bom a dizer, melhor ficar calado. Mesmo que o principal motivo da existência deste blog seja modernizar o registro das minhas memórias, inquietudes, pensamentos, ideias, frustrações, dúvidas e emoções, nem eu mereço palavras desnecessárias, vazias, que não acrescentam nada. Não quero dizer com isto que toda postagem tenha que mudar o destino da humanidade ou trazer reflexões profundas sobre o mundo de todos e o meu mundo, quero dizer apenas que cheguei à conclusão de que mais uma vez o provérbio tem sábios ensinamentos. 

Então, vou fazer três postagens para encerrar o mês e depois parar de encarar a escrita diária como obrigação. Até porque tenho projetos pessoais começando em breve que vão provocar alterações em minha rotina a ponto de sobrar raríssimos momentos de folga. A partir de amanhã passo por aqui quando sobrar tempo, quando tiver vontade. Não sinto que estou quebrando um compromisso comigo mesma, sinto apenas que estou definindo prioridades, elegendo o que é importante, o que é mais importante e o que é essencial para mim neste momento.