quinta-feira, 25 de outubro de 2007

O verão ainda nem começou e eu já estou desejando que ele vá embora. Pela prévia da primavera, já vi que será praticamente impossível manter meu bronzeado cultivado com muito banho de lua... As longas madeixas estão com os dias contados, o pretinho básico será trocado pelo branco, calças serão temporariamente aposentadas. Ou seja, terei um look verão. Só falta deixar de sonhar em me livrar dos quilinhos que ganhei de presente este ano e colocar em prática os meus milhões de planos mirabolantes da seção "eliminar peso".


Por mim seria decretada uma lei que colocasse o ar-condicionado como um dos ítens da cesta básica. E a cada cem metros deveria ter um chuveiro público. Ou poderíamos alterar tanto o meio ambiente de forma que fosse primavera eternamente... a primavera de setembro, claro, quando as temperaturas ainda estão menos escaldantes.

sábado, 20 de outubro de 2007

A filosofia do torcedor de futebol brasileiro

O importante não é ganhar. O que importa é competir sem perder nem empatar.

Contando as horas para o GP-Brasil e o jogo decisivo entre São Paulo e Cruzeiro

Já tive isso antes, e terei sempre. Crise de identidade. Talvez tirando a culinária, não me sobre mais afinidades com a terra onde nasci, me criei, moro e (por mais estranho que pareça) adoro. Falam tanto em baianidade... onde está a minha?


Ser baiano é gostar de Carnaval ou qualquer outra festa com grandes aglomerações? Ser baiano é gostar de axé e pagode? Ser baiano é marcar presença nas festas populares? Ser baiano é misturar candomblé com catolicismo? Ser baiano é ir à praia todo final de semana? Ser baiano é falar as palavras pela metade? Ser baiano é visitar a Igreja do Bonfim pelo menos uma vez por ano? Ser baiano é ser "Baêa" ou "Vitóra"?Ser baiano é tudo isso? Ser baiano não é nada disso? Prefiro acreditar que ser baiano é o mais simples, é nascer na Bahia...


Se não me identifico (pelo menos não muito) com a terra de todos os santos, encantos e axés... me identifico com o ser brasileiro... um tanto paulista talvez, ao comer pizza sempre que possível e me apaixonar pelo São Paulo, ou no profissionalismo exagerado que tanto pregam que os paulistas possuem.... com um sotaque levemente misturado de São Paulo, Rio e Rio Grande do Sul, tchê!!! Com a organização e o senso urbano dos curitibanos, com a paixão pelo mar dos cariocas, felizmente sem a cara-de-pau de um certo local em Brasília.... Será? Não sei, isso é o que dizem de mim, mas o que eu digo de mim????


Serei de Marte???? Não, os homens são de Marte, as mulheres são de Vênus!!!! Todo esse drama simplesmente porque decidi comprar uma bolsa mais estilo artesanal no Mercado Modelo e chegando lá, achei-as lindas, mas não tinham as divisórias que a minha organização requer... compartimento para tal coisa, para tal outra e assim vai. Convicta de que a metade de casa que carrego na bolsa (água, prendedor de cabelo, canetas, lápis, caderninho para anotações, sombrinha, celular, carteira, porta-moedas, grampeador, pente, absorvente, etc, etc, etc). Já me disseram que nem Freud me explica, tanto drama por nada... encarei como elogio, sou complexa demais até para Freud!!!! Eu me entendo e às vezes isso me basta.


Ah, sim, talvez eu deva explicar a falta de nexo entre o título e o post... mas vou deixar que a criatividade de cada um responda. Apenas uma dica: é muito simples.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Turista eu? Uai!!!



Semana passada, estava eu a subir a ladeira do Pelô, quando fui abordada por vendedores de souvenirs... Sim, fui confundida com turista, eu não entendo a razão, mas fui. Terá sido o meu bronzeado mantido à base de muito banho de lua? Terá sido a minha facilidade em adquirir sotaques e o fato de ter conversado com uma mineira durante todo o almoço, uai? Deve ter sido isso... vou começar a contar de novo agora que sei as razões.

Semana passada, estava eu a subir a ladeira do Pelô, quando fui abordada por vendedores de souvenirs... mesmo dizendo que sou baiana, nascida e criada em Salvador (apesar do sotaque mineiro) não tive como escapar da fitinha do Senhor do Bonfim enrolada no braço e da insistência para comprar os colares. Não comprei os colares mas a fitinha... branquinha (terá sido alguma indireta?) com os três nós dos três desejos. Agora me sinto na obrigação de investigar a origem dessa crença. Eu ia cortar a fita mas algumas pessoas aconselharam a deixar, umas com medo de que o pedido não se realize e outras dizendo que assim eu fico livre de outras abordagens... de qualquer forma, a fitinha está aqui.

Os pedidos? Não sei se posso contar... mas um deles foi para nunca mais ser confundida com turista...

sábado, 6 de outubro de 2007

Adorei o jogo mas não gostei muito da piada... sou fã de Ronaldo.

http://jogos.uol.com.br/jogosonline/runronaldorun/

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Eu no EBAJ

Meus poderes sobrenaturais não estão desenvolvidos o suficiente para que eu possa ter feito o relato dos 3 dias usando a clarividência, portanto, eu estava lá e contei o que eu ouvi. Preferi usar uma linguagem jornalística para exercitar um pouco enquanto isso não passa a ser minha rotina (embora de vez em quando eu escreva em pirâmide invertida despropositadamente).

Agora que o "sagrado" já está pronto, vamos ao "profano", ou seja aos bastidores do EBAJ. Tinha um grupo de uma determinada faculdade (que estava cobrindo o evento para alguma publicação interna da instituição) que acompanhou o Encontro com gravadores, máquinas fotográficas e anotações. O que tem demais? Todos eles gravaram, todos eles fotografaram e todos eles fizeram anotações. Em todas as palestras foi assim, embora cada dupla estivesse encarregada de cobrir uma. Sim, eu apurei as informações. Achei curioso.

Eu me policiei e não fiz transcrições completas das narrativas, apenas registrei o que naquele momento me pareceu essencial. Claro, não deixei passar as pérolas mais peroladas, que seguem agora. Eu sei que quando a gente fala a gramática fica no automático, que a gente não verifica se está sendo redundante e repetitivo, e que fala, por questões óbvias, não tem ortografia. Sei também que o neologismo é importante para a evolução de uma língua. Mas, se eu relevasse isso tudo, deixaria esses detalhes despercebidos. Olha o que andou sendo dito por lá...



" ... o jornalista vai se especializar em uma área específica." ( e eu que quero me especializar no geral????)
" conquistou o prêmio IBEST, o Oscar da internet brasileira." ( que linda comparação... and the ibest goes to...)
" Tenho aqui uma pergunta que é quase parecida com a outra." ( quase igual eu já conhecia, agora fiquei sabendo que existe quase parecida)
"... a gente sempre tem uma materinha na gaveta para emergências..." ( aprendi que o diminutivo de matéria não é materiazinha no EBAJ)
"... nós se reuníamos..." ( fiquei sem palavras para comentar...)
" assuntos de uma amplidão dessa..." (sempre achei que amplitude era uma palavra que precisava ser reinventada...)

Por fim, resta comentar da frustração da ausência de Zé Raimundo (já é a segunda oportunidade que perco de conhecê-lo... ) e da alegria de ouvir de Ricardo Kotscho que eu tenho cara de uma jornalista muito séria, em tom de elogio.

EBAJ - Terceiro Dia

O último dia do Terceiro Encontro Baiano de Jornalismo começou cm Suriya Argolo e Jamil Moreira Castro discutindo o Jornalismo de Moda. Os palestrantes comentaram que é difícil trabalhar neste segmento e que o preconceito dentro dos veículos ainda é grande. Atribuem este preconceito a uma idéia errônea de que a moda é algo fútil, sem percebê-la como um fator cultural. Falaram ainda de suas experiências pessoais em coberturas e que esta editoria deve valorizar o local sem desprezar o global.


O período vespertino começa com Simone Bortoliero falando de Jornalismo Ambiental. A palestrante comenta que há poucas pesquisas na área e pouca atenção acadêmica para a questão, o que se reflete no baixo número de cursos de Pós-Graduação e disciplinas na Graduação. Simone defende que a questão ambiental é multidisciplinar, que envolve economia, política, história, cultura. Fala que a área ainda sofre preconceitos dentro do próprio jornalismo e da importância da educação de qualidade começar ainda no ensino fundamental.

Encerrando o evento, Ricardo Kotscho falou sobre os seus 40 anos de carreira, fazendo algumas críticas ao cenário jornalístico atual. Em sua opinião, o jornalista de hoje supervaloriza a fonte oficial, a mídia cede muito espaço para o governo e deixa de dar voz a outros grupos. Critica a editorialização da notícia, a falta de compromisso de alguns profissionais com a responsabilidade social da informação. Comenta que os repórteres passam muito tempo dentro da redação, fala das novas tecnologias e da necessidade de o jornal impresso se modificar para que sobreviva à concorrência com a internet. Ainda respondeu perguntas da platéia sobre sua experiência profissional e opiniões sobre algumas práticas que se vê hoje no jornalismo, a exemplo das câmeras ocultas.



EBAJ - Segundo dia

No segundo dia do Encontro Baiano de Jornalismo, as mesas discutiram a Comunicação Empresarial, o Jornalismo para crianças e o Jornalismo de Turismo.

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Falando sobre Comunicação Empresarial, Márcio Polidoro fez um retrospecto histórico da carreira de Assessor de Comunicação no Brasil, concluindo que a Comunicação que temos hoje começou a se consolidar na década de 1990, quando se desenvolveram as Agências de Comunicação. Falou dos desafios da carreira com as transformações sociais, dos compromissos éticos, da importância da função do comunicador como intermediário entre empresa e comunidade. Já Claudio Cardoso, o outro palestrante do tema, centrou sua explanação em sua experiência pessoal e na importância de uma boa formação para o comunicador.

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No período da tarde Yaskara Cavalcante e Mônica Rodrigues falaram sobre as peculiaridades do jornalismo feito para criança, no desafio de adequar o conteúdo e a linguagem ao público mantendo as técnicas de produção e estrutura da notícia. Ressaltaram a importância desse jornalismo na formação da cidadania e também de um público leitor. Já Carla Aragão, representante da ONG Cipó e terceira integrante desta mesa falou dos aspectos legais de direitos da criança e da necessidade dos veículos de comunicação conhecerem essas leis pois, muitas infrações ainda são cometidas pela mídia.


Para encerrar o dia de discussões, Heloísa Braga e Cláudio Magnavita falaram do Jornalismo de Turismo. Especialização, compromisso com o público, o papel do jornalista, a vocação para a profissão e a relação com os agentes político-econômicos foram alguns dos temas discutidos.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Panelaço no EBAJ

Criado através da iniciativa de um grupo de alunos da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, o Encontro Baiano de Jornalismo chega a sua terceira edição. Em debate, "as novas perspectivas de atuação no mercado". O evento, que conta com a participação de profissionais e estudantes dos diversos cursos de Jornalismo da capital, acontece nos dias 01, 02 e 03/10 na Reitoria da UFBA.


O primeiro dia
No abertura dos trabalhos, a jornalista Graça Caldas falou sobre Jornalismo Científico. Graça discursou sobre o papel social da informação e da responsabilidade do jornalista. Apontou as características da cobertura jornalística na área de ciência e tecnologia, e em alguns momentos traçou analogias entre o fazer ciência e o fazer jornalismo. Falou ainda, da importância da parceria entre essas duas áreas no desenvolvimento de uma sociedade.


Na primeira mesa do período da tarde, a discussão gerou em torno do Jornalismo de Serviços, com os palestrantes João Mauro Uchôa, do Jornal A TARDE, e Antônio Dias, da Folha Dirigida. Ambos destacaram as dificuldades de uma especialização na área de serviços, sobretudo na área de mercado de trabalho, que por seu dinamismo, exige atualização constante e dedicação do jornalista. Concluíram que o Jornalismo de Serviços é uma tendência irreversível para os produtos jornalísticos, sobretudo os veículos impressos, que sofrem uma desleal concorrência com os meios eletrônicos pela instantaneidade dos fatos e tentam oferecer serviços diferenciados ao público leitor.


Para encerrar o dia, Iloma Sales (A TARDE On Line), Rodrigo Vilas Boas (A TARDE) e Lucas Pretti (Portal do Estadão), debateram a tecnologia, tanto como pauta para o jornalismo, em seções especializadas como o caderno "Digital" do Jornal A TARDE, como na sua utilização na produção e divulgação da notícia.


Contratempos


Enquanto os participantes do EBAJ discutiam os temas do evento, um grupo de estudantes da Universidade Federal da Bahia, promovia um panelaço na Reitoria, reivindicando maior atenção da Universidade com a Residência Universitária. Um representante do movimento estudantil, que se identificou como Márcio, estudante de Educação Física, pediu espaço no EBAJ para esclarecer aos participantes os motivos da ocupação da Reitoria e se desculpar pelos transtornos causados com o barulho. Segundo Márcio, a Superintendência Estudantil da UFBA não assiste os estudantes de maneira satisfatória, chegando até mesmo a faltar alimentos. Acrescenta que as negociações com a Universidade são difíceis, e que só mesmo com um panelaço os estudantes se fariam ouvir.
A platéia ficou dividida entre apoiar ou não o movimento dos alunos da UFBA. A Reitoria pede que os estudantes desocupem o prédio para que se possa negociar e os estudantes dizem que só desocupam quando forem atendidos. Enquanto o impasse prossegue, os palestrantes do EBAJ também se esforçam para serem ouvidos em meio a tanto barulho.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Paraíso Tropical

Pronto, terminei as minhas investigações e montei a minha teoria sobre a morte da Taís. Agora vamos ver se eu teria dinheiro para o café caso me profissionalizasse como detetive... Minha trama:

Taís descobre que o acidente que matou o pai de Olavo não foi um acidente, foi um assassinato cometido pelo próprio Olavo, que não perdoou o pai por ele ter reatado com Marion mesmo depois da traição. Taís tenta chantagear Olavo com o assunto, mas acaba desistindo porque Antenor já havia concordado em lhe dar 1 milhão de dólares. Além disso, Taís sabe sobre o golpe de Marapuã e o golpe do fundo de pensão. O álibi de Olavo é forjado por Jader, que dirige o carro do vilão até a oficina onde possivelmente Ivan poderia ter levado o carro que roubara para negociar. Depois, Olavo tenta envenenar Marion, mas como a tentativa fracassa ele resolve se fazer de vítima também e coloca veneno nas garrafas de bebida em seu próprio apartamento. E por fim, tenta dar fim em Antenor, para antecipar a fotuna que vai herdar com o golpe do bebê de Bebel. A única coisa que ainda não pensei é como o Olavo soube que a Taís estava lá na casa da Paula.

Vamos aguardar até amanhã...

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Estou em extinção ?

Sou, ou tento ser, politicamente correta. Portanto, estou completamente fora de moda. Separo o lixo que pode ser reciclado e faço doações para as cooperativas de reciclagem. Sinto-me muito bem por estar dando condições de vida um pouco mais dignas a muitas pessoas e de preservar o planeta para as gerações futuras. Não tenho a menor dúvida em deixar de consumir algum produto ou serviço se sei que os empregados estão sendo explorados ou se a empresa agride o meio-ambiente.


Exijo bom atendimento, exijo nota fiscal nos estabelecimentos comerciais, não "esqueço" de declarar nem um centavo no imposto de renda, pago todos os impostos e contas em dia, cedo o lugar para idosos, deficientes e gestantes, atravesso o sinal na faixa de pedestre, sempre à direita e dispenso a diagonal para não atrapalhar as outras pessoas. Aguardo a minha vez na fila, procuro conhecer os meus direitos e brigar por eles. Pesquiso informações na internet sobre os candidatos em quem pretendo votar.


Olho ao redor e vejo quase ninguém agir da mesma forma. Sou uma espécie em extinção???? Se sou minoria, a maioria é quem tem razão?

domingo, 23 de setembro de 2007

Don't worry, be happy!!!!!

Inspirada na primavera... e (por que não)no Campeonato Brasileiro... faltam poucas rodadas para gritar é campeão!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, 15 de setembro de 2007

Seguindo as pistas

Ainda não escrevi sobre as minhas primeiras investigações da morte da "gêmea má" de Paraíso Tropical, chegou a hora.

Os autores do folhetim praticamente centraram as suspeitas em cima de oito personagens: Olavo, Belisário, Marion, Paula, Eloísa, Hermínia, Ana Luíza e Ivan. O crime pode ter sido plenejado, já que Taís foi dopada antes de morrer, ou pode ter sido coisa de momento e o assassino usou poderosos tranquilizantes. Uma outra probabilidade é do assassino querer matar Paula ao invés de Taís, e ter se enganado.

Recentemente começaram a circular vários boatos na internet, até para despistar o público, e um deles foi o de que Taís estaria viva e Paula tivesse morrido. Não acredito nisso, porque a Paula está muito coerente com a Paula, não está atrapalhada como a Taís na época que se passava por ela. Meu primeiro eliminado da lista de suspeitos é Ivan. Definitivamente, depois do recado que Taís deixou no celular dele, ela não o teria recpcionado daquela maneira, ela pensaria que ele a havia perdoado. Para qualquer outro suspeito combinaria a reação de Taís. Gilberto Braga falou no programa de Faustão que a surpresa maior estará no motivo do crime e não no autor. Sendo assim, o Olavo ganha força como suspeito. Acredito que o Jader estivesse dirigindo o carro dele na hora em que Taís foi morta... mas ainda não estou convicta. Só acho que o nome do assassino sai dessa lista que vem sendo suspeita até agora. Vou investigar mais um pouco...

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Resumo do dia em Brasília...


Receita
513 deputados
81 senadores
Cara de pau à gosto
Doses generosas de falta de respeito com a nação
Uma pitada de corporativismo
Frases de efeito e burburinhos
Cobertura ao vivo da imprensa
Para o recheio da borda: votar nas mesmas pessoas na próxima eleição

domingo, 9 de setembro de 2007

Uma crônica, para mudar um pouquinho...

Voltando para casa, depois do feriadão, você decide fazer um retrospecto do fim de semana prolongado, em que você... relaxou? Vejamos...

Na quinta, você olhava para o relógio a cada cinco minutos e a ansiedade parecia estar no nível máximo, quando, faltando vinte minutos para o fim do expediente, seu chefe lhe dá uma tarefa "que não pode ficar para segunda-feira". A ansiedade agora só não é maior que a raiva daquele filho de uma...

Terminada a inadiável tarefa, começa o feriadão!!! A caminho de casa alguns engarrafamentos, e nos trechos livres alguns motoristas que fazem manobras prudentes e responsáveis... Muitas buzinadas e palavrões depois, você chega em casa e o porteiro lhe entrega uma pequena pilha de correspondências. Que coincidência, somente boletos de cobrança! Condomínio, luz, telefone, escola das crianças, celular... Não vamos pensar nisso agora, todas tem o vencimento para depois do feriado.

Agora é tomar um banho, ver como estão as crianças, supervisionar o trabalho da empregada, jantar, arrumar as malas, preparar a reunião de segunda... Ufa! Enfim, tudo pronto. Amanhã é acordar cedo e cair na estrada.

E chega o dia seguinte. Empregada de folga, você mesma faz o café, depois lava a louça, arruma a cozinha, apressa as crianças. Já saindo da garagem, lembra que esqueceu o protetor solar. Volta para pegar, é melhor, em local de praia os preços são absurdos... o marido aproveita para ir ao banheiro, as crianças brigam dentro do carro. Dez minutos depois, estrada. Lentidão no trânsito e muito calor. Você pensa nas coisas boas que estão por vir, e falta pouco tempo, a viagem é curta.

E... chega ao seu destino. A reserva foi confirmada sem problemas mas alguns quartos ainda estão sendo arrumados, o seu inclusive. Alguns minutos depois de aguardar na sala de espera, você se joga na cama... como é macia! Arruma as malas rapidinho e sai para um passeio com as crianças, não vale a pena desperdiçar nem um minuto!!! Voltando para o hotel, já a noite, tudo que você quer é um banho quente... mas descobre que o chuveiro está quebrado. Troca de quarto depois de um dia cansativo não vai tirar o seu ânimo... e nem o café atrasado do dia seguinte... você somente jura que não vai nunca mais colocar os pés naquela "espelunca".

O restante do período transcorre sem grandes problemas, o chefe de seu marido liga e pede para ele chegar meia hora mais cedo na segunda, uma das crianças tem dor de barriga, a outra leva um tombo na escada e precisa de cinco pontos na testa.... no mais, tudo em ordem.

Hora de voltar para casa... todo mundo voltando ao mesmo tempo, muita gente fechando a conta no hotel e a sala de espera se torna uma sala de longa espera... Já no caminho de volta, a mesma lentidão no trânsito, o mesmo calor... a única coisa diferente foi o pneu furado. Na portaria do prédio onde mora, você é avisada de que um condômino furou um cano da tubulação e que o conserto já foi providenciado, somente mais uns trinta minutos e a água volta a cair nas torneiras. A criança mais nova sempre dá trabalho para tomar banho, mas agora que não tem água ela quer ir pro chuveiro e faz o maior escândalo.

Problema contornado, tudo normalizado. Amanhã é segunda-feira e você volta ao trabalho "totalmente relaxada", com bateria renovada depois de um feriadão tranquilo, para mais uma semana de stress...

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Exercitando a massa cinzenta

Em todo lugar tem gente falando da morte da "gêmea má" da novela Paraíso Tropical. Nos programas de televisão e rádio, nas revistas, nos jornais, nas comunidades do orkut, em blogs, nas filas de banco ou qualquer outra fila, na mesa do bar... se bobear até no Congresso Nacional já deve ter um projeto de lei para "inocentar" o assassino de Taís por ele fazer um grande bem para a humanidade...

Incrível como essa novela saiu de baixíssimos índices de audiência nas primeiras semanas para se tornar o assunto de uma nação inteira. O "quem matou Taís?" já começou a ser discutido há semanas... enquanto isso, os cofres do plim-plim agradecem a preferência dos anunciantes, que agradecem a preferência do público.

Talvez eu seja a única pessoa que não esteja falando sobre a morte de Taís... Quem me conhece, já deve estar dizendo que duvida porque se eu adoro televisão, como eu não iria gostar de novela? E se eu gosto de novela (e assumo desde o tempo em que gostar de novela era brega) como eu não iria falar da morte de Taís????? Simples, eu não falo, eu registro. Resolvi bancar a detetive, já que na ficção eu não corro risco algum... Longe de mim querer ser Hercule Poirot que eu tanto amo mas aprendi muito com o pequeno belga de Agatha Christie (e me recuso a ler o livro em que ele morre!!!) e agora vou colocar em prática. Começo as minhas investigações depois do capítulo de hoje, para ter condições de igualdade com os outros milhões de brasileiros "detetives". Estou levando isso a sério... espero o capítulo de hoje quase com a mesma ansiedade que espero os jogos do São Paulo... coisa de maluco, não?

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Será que veremos o fim da impunidade com a decisão histórica do STF de acatar a denúncia contra os "mensaleiros"? Se de um lado a gente ganha esse motivo para se animar, de outro a gente vê as manobras do Congresso para livrar o senador...


Vamos nos preparar, essas novelas ainda terão muitos capítulos... os vilões interpretam perfeitamente seus papéis e os mocinhos esboçam pouca reação. E a gente? Só assiste!! Próxima eleição estaremos lá, votando nas mesmas pessoas...

sábado, 25 de agosto de 2007

Encontrei um pensamento muito interessante por aí. Vou publicar aqui sem creditar o autor, simplesmente porque não consegui localizar seu nome, longe de mim querer ser contra a propriedade intelectual!

A frase:

"A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre."

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Vou perguntar para a Glorinha Kalil naquele quadro do Fantástico "Etiqueta Urbana" se é chique convidar as pessoas para o seu aniversário com antecedência de.... 30 dias!!!! Ou que tal 4 meses???

Entre os faconianos isso já é moda... mas a Facom não conta, afinal... a Facom é um lugar estranho, frequentado por pessoas estranhas e onde, naturalmente, coisas estranhas acontecem.

sábado, 18 de agosto de 2007

Treinando para o Projac

Acontece nas melhores famílias... fui com Gabriel no Salvador Shopping (que todo mundo insiste em chamar de Shopping Salvador e vai acabar ficando esse nome mesmo) e na saída a gente esqueceu onde tinha estacionado. Não propriamente esquecemos, sabíamos que o carro estava parado perto de um determinado lugar, mas como entramos no Shopping por um lado e saímos por outro...

Pedimos ajuda para uma funcionária, que fica com aqueles carrinhos de campo de golf (e do Projac da Globo, que a gente sempre vê no Vídeo Show). Adorei andar naquele carrinho. Vou fazer questão de esquecer sempre onde está o carro para ir treinando nos carrinhos que parecem os do Projac... quem sabe um dia eu não ando nos do Projac? Enquanto sonhar não custar nada... a gente abusa!